Um grande evento esportivo no RN não é a notícia
ou confirmação de campeonato, torneio ou competição com reconhecimento
internacional à altura de receber cobertura da mídia e de movimentar a cidade onde
aconteceriam as disputas. É apenas o desejo de ter aqui no nosso Estado um megaevento
que mobilize, internamente, nossa economia.
Em uma comparação (mesmo se impossível a comparação,
vale a pena a menção) com outro evento, neste final de semana acontece a
corrida de Fórmula 1 em Miami, a primeira vez que a cidade está sediando este megaevento
com cobertura internacional. E na cidade há toda uma preparação para envolver
ao máximo a população local e gerar um bom volume de receita para os envolvidos
diretamente ou indiretamente com o evento. Um resultado deste sucesso foi o
preço dos ingressos para assistir ao vivo a corrida, valor que alcançou surpreendente
sobrepreço, tal como acontece com as finais do basquete, beisebol ou futebol americano;
este mercado paralelo, como em todos os demais casos, somente acontece quando há
uma demanda muito maior do que a oferta. Em outras palavras, muita gente da
cidade mas também do estado e do país se deslocaram para participar de todas as
atividades, desde a preparação, até o momento principal, a corrida.
Não temos, obviamente, como trazer uma corrida
da Fórmula 1 para Natal ou outra cidade no Estado, nem tampouco de F2 ou F3 ou
ainda do campeonato mundial de motociclismo, em todas as suas categorias. Mas,
temos como atrair outros eventos esportivos.
Preferencialmente, na praia ou no mar
Temos 410 km de litoral, uma boa extensão
para utilizarmos os espaços da praia e do mar, na superfície ou na área
submersa. Há eventos com frequência em que a praia e o mar são a “pista” ou a “arena”
de competição: do atual modismo do tenis beach aos clássicos tais vôlei de
praia, competições com embarcações, natação em mar aberto, mergulho, pesca etc.
São, algumas vezes, grandes eventos mesmo se não são eventos populares, embora
alguns movimentem grandes somas de recursos na preparação e organização e na
atração do público.
Preferencialmente na praia ou no mar para
valorizar e enaltecer as belezas naturais e a oferta de infraestrutura hoteleira
disponível, sem esquecer os grandes espaços vazios no litoral que poderiam ser
propícios à novos e grandes investimentos.
Preferencialmente, na praia (ou mar) ou no
sertão
Temos paisagens naturais no interior que
podem ser mais aproveitadas para eventos esportivos, do rali ao alpinismo,
escalada, rapel, pesca, caminhada, maratona, corrida rural, ciclismo, moutain
bike etc. Em geral são eventos que atraem grande público, mas disperso ao longo
do percurso e aparente menos visibilidade por não ter uma quadra, campo ou
arena para a disputa de todas as fases.
Preferencialmente, na praia (ou mar) ou no
sertão para enaltecer e valorizar as paisagens de montanhas, serras, açudes etc
que aumentariam o fluxo de turistas no interior do Estado, sem esquecer que, naturalmente,
este turista vindo de longe passaria por Natal onde ficaria alguns dias; seria
o turismo sol, mar & interior.
Preferencialmente, um megaevento esportivo
mas pode ser também apenas um grande evento. Neste momento de preparação
pós-Covid o horizonte 2023 ou 2024 (como também 2025) para tais eventos já
começou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário