Natal tem (ou teve) o Projeto Seis e meia, uma
alternativa de eventos – com alguma regularidade – geralmente executados na
Ribeira, no teatro Alberto Maranhão.
A Ribeira foi (alguns insistem que ainda é) um bairro da
boemia mas, acredito, não há mais esta expressão que provoque tanto interesse a
ponto de caracterizar aquela área como uma das mais promissores para a turma da
noite. Não somente pela expansão em Ponta Negra, e isto graças ao turismo que
movimenta um público com certa regularidade e frequência e, como todo “bom”
turista, está disposto a gastar, sair e conhecer a cidade, de dia e de noite.
Não significa dizer que as atividades de lazer ali são exclusivas de turistas
mas, movimentam bem a economia criativa na área e acabam também atraindo
moradores locais.
Moradores
Na Ribeira, esta é a realidade, a capacidade de manter e
atrair novos moradores parou no tempo. Faz alguns anos que não há novos
empreendimentos residenciais no bairro e isto acaba, naturalmente, afastando os
empreendimentos locais. Sem público, sem negócios.
No Alecrim tem moradores, também
No Alecrim ainda há muitos moradores. Mas, há um contingente
populacional pendular muito expressivo, daqueles que chegam e saem todos os
dias, pois trabalham no bairro. Muita gente, mesmo. E muita gente que ao final
do expediente volta para casa mas, para alguns, se houvesse alguma atividade de
lazer pós-trabalho, na sexta-feira a tardezinha ou no sábado a tarde, até ficariam
ali, nas ruas do bairro.
E seria uma paisagem muito diferente do quase deserto do
sábado a tarde ou da sexta-feira início da noite.
Alecrim e happy hour, uma boa parceria
Mas, desde já, mudando o nome, embora nenhum preconceito
contra a expressão em inglês, muito utilizada também aqui no Brasil mas que,
para simplificar até mesmo na comunicação, merecia um nome mais local/regional.
O “Seis e meia”, por exemplo, traduz bem a ideia de happy hour em uma linguagem
de fácil comunicação e associação; ninguém tem dúvidas, tomando uísque ou cerveja.
Poderia ser uma nova proposta cultural em seu sentido
mais restrito. Quero dizer, a sugestão não é de um evento baseado no consumo de
álcool ou simplesmente em festa e show – eventos muito importantes também –
mas, uma programação com conotação cultural que poderá até agregar o consumo de
álcool, a festa ou o show; mas, de forma complementar, não central.
Alecrim cultural. Ou outro nome para os eventos. Pelo menos
uma vez por mês. É uma ideia.
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