Apesar dos anúncios recentes de desenvolvimento de
aeronaves movidas a hidrogênio por fabricantes como Embraer e Airbus, o setor
de aviação demonstra ceticismo acerca da tecnologia. As companhias aéreas ainda
apostam majoritariamente no combustível sustentável de aviação para auxiliar na
meta de emissão zero até 2050 e têm dúvidas sobre a entrada em serviço dos
aviões a hidrogênio nas próximas décadas. Segundo o diretor de transição
energética da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, na sigla em
inglês), Hemant Mistry, não só as grandes fabricantes de aeronaves estão
envolvidas no desenvolvimento e apoio da tecnologia do hidrogênio, mas também
startups, companhias aéreas e aeroportos. No entanto, ele aponta que este é um
projeto de longo prazo que envolve riscos. Mistry esclarece que os desafios
passam por inúmeras questões técnicas, como a adoção do estado físico do
combustível em voo: líquido ou gasoso, o que acabará determinando o tipo do
armazenamento na aeronave e, consequentemente, os desafios para armazenar esse
combustível. [Da: BroadCast Energia]
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