A bioeconomia,
sob o conceito produtivo-econômico, pode ser considerada como uma “economia sustentável,
que reúne todos os setores da economia que utilizam recursos biológicos (seres
vivos)”, de acordo com a Fiesp. A finalidade primordial e o resultado esperado
são a criação e o desenvolvimento da chamada economia sustentável.
A temática ambiental,
lançada globalmente, na Rio-92 (ou Eco-92), demorou alguns anos para tornar-se
uma referência importante nas economias mais globalizadas e desenvolvidas economicamente.
Os anos mais recentes mostraram que a inquietação ambiental é tema central do
ponto de vista social mas, também, econômico; aliás, indissociável hoje em dia
falar em desenvolvimento e crescimento econômico sem incluir o aspecto social
que conseguiu transformar-se – depois de muito esforço – em um fator ambiental.
Econômico,
social e ambiental tornaram-se argumentos irreversíveis nestes tempos atuais.
Daí, a bioeconomia ter alcançado um status de melhor qualificação para o setor
produtivo, mais ainda neste conceito atual de que que para estar no meio
produtivo da bioeconomia não é necessário apenas o resultado do processo
produtivo mas sim, ter o componente “recursos biológicos” no esquema produtivo.
Para ser mais específico: é a matéria-prima e, para alguns, a mais essencial no
futuro.
O RN não tem um
parque industrial dos mais estruturados, quando comparamos com os principais
centros urbanos nacionais. Temos poucas indústrias de médio e grande portes e
uma incontável quantidade de pequenas indústrias. Sem dúvida, independentemente
do porte produtivo e da quantidade de empregos, merecem seu reconhecimento e
devem ser validados na importância da dinâmica local-estadual.
Temos também,
em um expressivo número – consequência de nossa estrutura econômica – de micro
e mini empresas nos setores comerciais e de serviços mas, bem menos quando falamos
do setor industrial. Quando avaliamos, por exemplo, as estatísticas dos MEI, a
concentração é fraca para a atividade industrial, para ser mais exato, do
artesão industrial, visto que a estrutura dos MEI limita a apenas uma pessoa
contratada.
Temos também,
aqui no RN, muitos recursos naturais, em especial com a faixa litorânea e seus
410km, sem esquecer os recursos no agronegócio no interior.
Mas, não temos quase
bioeconomia de grande exposição no RN. E certamente, diria, poucas atividades
da microbioeconomia em destaque. Ou pelo menos, reconhecidamente divulgados.
A
microbioeconomia nada mais é do que contar com a criatividade, a iniciativa e o
empreendedorismo para produzir algo utilizando recursos naturais (vivos) com
eficiência-eficácia que promova o desenvolvimento sustentável. Ideias, não
faltam. Mas, como envolve pesquisas, ainda que a fase inicial seja intuitiva a
partir da criação empreendedora, o desenvolvimento exige um suporte técnico-científico
de laboratórios. E temos laboratórios no RN, basta, por exemplo, listar aquelas
nas universidades potiguares que muitas vezes são conhecidos dos estudantes de
graduação; não muito além disto, pois pouca disseminação e baixa utilização por
microempreendedores.
Uma interação
com a microbioeconomia potiguar seria louvável. À pergunta do título, quando
refeita, teríamos então uma série de respostas e uma lista importante de
microempresas, com maior e melhor reconhecimento social, econômico e ambiental
no RN.
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