Antigamente
o dia Primeiro de Maio era celebrado com manifestações e protestos, já comentei
algumas vezes sobre isto. Na Europa ainda continua, é dia de celebrar o
trabalho, mas também é dia de lembrar que o trabalho não pode acontecer de
qualquer jeito, sem regras e com exploração dos trabalhadores; deve ter normas,
deve ter respeito e preferencialmente bons salários. O que não mudará é a
relação, para usar o chavão antigo, “patrão-empregado”. É a essência do
trabalho em qualquer lugar do mundo, em qualquer economia do mundo, em qualquer
forma de governo, liberal ou estatal, como acontece também na China
(indiretamente o Estado é o patrão de todos, por lá), que é uma dos maiores PIB
do mundo.
Sempre
achei que uma boa celebração do dia Primeiro de Maio seria ter mais empregos
para comemorar, mais pessoas buscando espaço no mercado de trabalho e, nestes
tempos modernos do século atual, mais gente tornando-se empreendedora, criando
seu negócio, gerando sua renda e, quando contratando alguém, contribuindo para
as estatísticas de emprego e também de desemprego.
Nesta
onda de celebração de números positivos de emprego, de novos contratos de
trabalho, vi hoje a (boa) notícia de alguns empregos novos que se anunciam para
ainda este primeiro semestre, em Mossoró. Empregos, diria, de certa forma
internacional, pois trata-se de um novo centro de distribuição da Shopee; não
são empregos totalmente internacionais visto que a empresa vende produtos de
todos, do exterior mas também de fornecedores brasileiros.
Algumas
coisas me chamam a atenção com este anúncio do novo centro de distribuição no
Oeste potiguar.
Primeiramente,
e esta é a constatação mais fácil, o comércio eletrônico continua em
crescimento, parece que o limite de expansão está sempre em evolução,
independentemente de shoppings com novos formatos, supermercados que vendem
tudo etc. Há uma sensação que cada vez mais que o comércio se expande, as
vendas eletrônicas avançam mais ainda.
Uma
segunda constatação é de que há uma boa expectativa de renda atual (e em
crescimento) não somente em Mossoró, onde será o centro de distribuição, mas
também no Oeste visto que deverá atender várias cidades nas proximidades. Se
estão instalando um centro de distribuição por lá é em razão do aumento das
vendas e, se há aumento de vendas deve-se (pelo menos em parte) a um
crescimento do mercado consumidor (leia-se, melhor renda).
A
melhor constatação, no meu ponto de vista, é a da geração de empregos, e na boa
coincidência de ser neste Primeiro de Maio a notícia (ou sua repetição). Não
sei quantos empregos diretos serão gerados, mas como anunciaram uma frota de 80
veículos haverá no mínimo 80 empregos diretos (pelo menos metade como motorista
e outra metade na operação e parte administrativa da empresa). E se seguir o
exemplo do depósito da Mercado Livre na Região Metropolitana de Natal, que
trabalha em três turnos, pode ser que Mossoró ganhe mais dos 100 empregos
diretos. Muito bom.
Há
uma outra constatação, curiosa, neste caso. A Shein que foi anunciada com um
grande negócio no Brasil em parceria com a Coteminas, parece que não gerou um
investimento de grande porte no RN; pensei até, quando avisaram da parceria,
que ocuparia o espaço ocioso da indústria. Mas, acho que não, pelo menos não vi
notícias obre o avanço da parceria (há uma outra “parceria” em curso, também
envolvendo a China, mas me pareceu ser outra forma de investimento).
Hoje,
Primeiro de Maio, volto a insistir no evento, é um dia de anunciar boas
notícias, principalmente de empregos, de novos empregos.
Claro,
seria muito melhor se fosse também dia de anunciar aumento salarial e maior
proteção à qualidade de vida de quem trabalha. Por isto esta data é tão
emblemática, para celebrar resultados e continuar a perseguir novas conquistas;
e depois, festejá-las.
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