terça-feira, 8 de julho de 2008

INDICAÇÃO GEOGRÁFICA: VALOR AGREGADO PARA O RN

 

            Produtos são conhecidos mundo afora pela fama que carregam, independentemente da marca ou da empresa que produz e alguns, tão comuns que são, já fazem até parte do dia-a-dia: champanha, vinho francês, uísque escocês, chocolate de gramado, azeite português, perfume francês etc. São produtos que conseguem um espaço no mercado e na preferência do consumidor baseado numa única idéia comum: é o lugar onde é produzido que dá qualidade ao produto!

            A chamada "indicação geográfica", um conceito amparado pela Lei da propriedade industrial no Brasil (e por outros congêneres mundo afora) é uma proteção jurídica que assegura ao produtor a exclusividade de ter associado ao seu produto àquela denominação geográfica seja ela de uma cidade, de uma região ou de um país; e é também quem garante ao consumidor a certeza de adquirir um produto de qualidade porque atendeu às normas de produção, rigorosas, de quem está naquela região.

            É hora do Brasil também fazer parte deste rico universo de produtos que ganham fama porque são identificados, simplesmente, como "daqui" ou "dali".

            E, mais ainda, é hora do Rio Grande do Norte começar a trabalhar esta mesma proposta, para incorporar, desta vez oficialmente, ao vocabulário econômico do Brasil e do Mundo alguns produtos que temos excelência em sua produção: Mossoró e o melão, Seridó e os queijos ou a carne de sol ou ainda a manteiga de garrafa, são alguns dos exemplos de sinônimos da cultura e da economia norte-riograndense.

            Melão de Mossoró ou queijo do Seridó adquiriram ao longo dos anos características próprias que asseguram participação nos mercados estadual, nacional e, claro, internacional. E isto com reconhecimento público e incontestável por parte dos consumidores.

            Agora é hora de oficializar esse valor agregado ao produto norte-riograndense. E o caminho, para evitar que alguém se aproveite daquilo que já conquistamos e que faz parte da nossa identidade, chama-se indicação geográfica. É a proteção legal que a Lei atribui a alguns produtos, de acordo com suas características de produção e de localização bastante específicas, e que permitirá evitar cópias ou piratarias para que não se use indevidamente aquilo que pertence exclusivamente ao nosso Estado.

            O Brasil ainda caminha muito lentamente por essa direção. São apenas 4 indicações geográficas existentes de produtos brasileiros (na verdade, 5, para todas as cachaças brasileiras, embora oficializada de forma esdrúxula): cachaça de Paraty, a carne dos Pampas, o vinho do Vale dos Vinhedo e o café do Cerrado mineiro. Nenhuma delas, portanto, do Nordeste (há, no entanto, um pedido em tramitação).

            O Rio Grande do Norte tem plenas condições, sozinho, de superar as estatísticas nacionais. Temos vários produtos de diferentes regiões do Estado que merecem ser reconhecidos e ter formalizadas sua qualificação enquanto indicação geográfica. Será, em outras palavras, validar aquilo que a produção de nossa riqueza regional já nos oferece:

            Este é o melhor caminho para se atribuir cada vez mais valor agregado a "marca" Rio Grande do Norte.

 

 

 

 Otomar Lopes Cardoso Junior

 

sexta-feira, 4 de julho de 2008

O PIB DA ZONA NORTE DE NATAL

            Já é hora de se começar a medir o PIB da Zona Norte de Natal, uma área urbana que durante muito tempo foi pouco percebida pelos investidores como uma boa oportunidade de negócios e de desenvolvimento; uma parte importante de Natal que refletia mais a antiga idéia de "cidade dormitório" do que simplesmente cidade.

            Hoje é fácil ver o volume de investimentos que a Zona Norte desponta como, digamos, um outro eldorado em Natal e no Rio Grande do Norte (ainda que diferente do setor imobiliário ou turístico). Mas, o que hoje parece evidente e visível a todos, há bem pouco tempo não parecia tão óbvio assim. Se voltarmos no tempo a apenas cinco anos fica claro enaltecer dois investimentos que refletiam o previsível crescimento da Zona Norte de Natal: a FAL-Faculdade de Natal, como única instituição privada de ensino superior naquela região (aliás, ainda permanece) e o Nordestão, talvez o maior empreendimento econômico de um grupo local, um dos pioneiros em expansão de mercado. São, vale a pena ressaltar, dois produtos genuinamente norte-riograndenses, gerados e consolidados para atender ao público local, de acordo com suas necessidades e especificidades.

            Agora em 2008 temos uma lista bem maior, do ponto de vista de novo capital investido, em novos projetos na Zona Norte: um shopping em funcionamento, outro com obras avançadas e quase em conclusão, atacadistas e supermercados etc. De empreendimentos locais, novamente, a grandes investidores nacionais e internacionais, entre supermercados e redes de fast-food, a Zona Norte de Natal parece ter sido redescoberta.

            Se somados todos os novos investimentos nestes últimos doze meses chegaremos a um cifra que ultrapassa facilmente os de R$ 100 milhões; e novos empregos diretos da ordem de 3 mil ou indiretos da ordem de 10 mil. Somente esta "nova" Zona Norte que hoje Natal começa a conhecer cada vez mais equivale, sem dúvida, a cidades de pequeno-médio porte do nosso Rio Grande do Norte.

            Por isso, já é hora de se conhecer o PIB da Zona Norte de Natal. Não para fins meramente eleitorais ou sugestão de divisão de uma outra cidade (imitando Rio de Janeiro e Niterói há muito tempo...). Mas sim para poder melhor valorizar capacidade de desenvolvimento de toda uma população que sempre era entendida também como economicamente ativa – apesar da renda per capita menor – mas demoradamente percebida pelos investidores como capaz de contribuir para o fortalecimento da economia regional.

            Novos investimentos devem continuar. O primeiro passo foi dado ainda na década passada; foi apenas o primeiro de uma longa espera para um passo maior que podemos constatar todos os dias neste ano. Aliá, 2008, ano de eleição municipal, ano de acompanhar sempre mais o crescimento econômico e o desenvolvimento social da Zona Norte de Natal. O PIB, ainda que não calculado oficialmente já faz parte desta Natal que continua a crescer: a Zona Norte.

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

terça-feira, 1 de julho de 2008

EXPORTAÇÕES ESTÁVEIS, IMPORTAÇÕES EM ALTA NO RN

Os melhores números, em termos de crescimento do comércio exterior do RN, estão nas importações: US 108,2, milhões neste primeiro semestre de 2008 contra US 70,7 milhões no mesmo período do ano passado, revelam os dados globais do MDIC-Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

E a evolução parece ser constante, considerando que somente neste mês de junho foram importados US 31,7 milhões contra US 13,9 milhões no ano passado, um aumento de quase 117% se comparados apenas estes meses.

Tradicionalmente o RN importa trigo e equipamentos para a indústria têxtil, além das caixas de papelão para a fruticultura. Mas, nos últimos anos tem sido mais intensa a importação de máquinas e equipamentos para a termoelétrica no município de Alto do Rodrigues.

Apesar do crescimento impressionante vale lembrar que o RN ainda tem saldo superavitário em sua balança comercial: as exportações deste primeiro semestre do corrente ano chegaram aos US 164,8 milhões.


Otomar Lopes Cardoso Junior

FEIRA DE NEGÓCIOS DO VALE DO AÇU MOVIMENTA REGIÃO

Já está marcada a V Feira de Negócios do Vale do Açu: 31 de julho a 2 de agosto, na praça São João, em Assú.

Se repetir o sucesso dos anos anterioes, em particular a da edição de 2007, será a maior Feira de Negócios já realizada no Rio Grande do Norte, em apenas sua quinta edição (vale lembrar que as feiras comerciais maiores, no Estado, como a Festa do Boi ou a Ficro, já estão há mais de 30 anos no cenário estadual!).

A expectativa do evento é de reunir cerca de 130 estandes dos mais diversos setores da economia regional: do agronegócio ao artesanato, passando pela indústria, comércio, serviços, cooperativa ou órgãos públicos.

Em 2007, dentre os expositores, além das empresas de Assú, outras do Vale estiveram presentes, como também do Seridó, de Natal e até mesmo do Ceará. Isto demonstra que o mercado comprador de Assú, enquanto cidade pólo, tem sua importância na economia potiguar, capaz de atrair empresas de outras regiões para, durante os três dias do evento, reforçar sua comunicação com os parceiros e fortalecer o marketing com clientes e consumidores.

É esperar para ver ser o recorde (que em 2008 pertence a Caicó, também com a V Feira de Negócios do Seridó) será batido novamente!


Otomar Lopes Cardoso Junior

EXPORTAÇÕES DO RN EM ALTA NO MÊS DE JUNHO

As exportações do mês de junho de 2008 chegaram a US 22,4 milhões, informa o MDIC-Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior.  Este número, ainda preliminar, foi ligeiramente superior a junho de 2007, quando chegou a US 21,6 milhões.

Surpreende, nesta primeira idéia, que o RN continua a avançar nas exportações diante das dificuldades que alguns setores (camarão, sal e banana) passaram nos útlimos meses.

Os dados completos e o detalhamento das exportações ainda não foram divulgados. Será interessante analisar estes números e verificar qual setor ou produto está "puxando" as exportações do Estado.


Otomar Lopes Cardoso Junior

segunda-feira, 30 de junho de 2008

BRASIL COM 40 MILHÕES DE USUÁRIOS NA INTERNET

O Brasil, apesar de todas as desigualdades econômicas e regionais, é um dos países mais plugados em todo o mundo e que agora, pela primeira vez, indica o Ibope/NetRatigns, supera a marca dos 40 milhões de internautas.

 

O resultado disso é a maior concentração de empresas e provedores de acesso. No Rio Grande do Norte, recentemente, houve uma concentração de empresas, uma incorporando outras de menor porte e aglutinando serviços, reduzindo os custos. Por enquanto, segundo nota publicada nos jornais deste final de semana, quem já sai perdendo é o usuário de uma das empresas vendidas que anunciou, a partir de hoje, não mais oferecer alguns serviços, anteriormente gratuitos.

 

Esse crescimento do acesso a Internet pode muito bem ser visto no interior do Estado. De fato, é praticamente impossível não encontrar uma lan house em todas as cidades, por menor porte que seja. A concorrência é relativamente "grande" para esses mercados locais (renda baixa, poucos usuários, custo elevado de instalação etc) e a rentabilidade, pelo valor cobrado (em média R$ 1,00/hora ou R$ 1,50/hora), não deve ser das mais elevadas, considerando os custos (energia, assinatura provedor etc).

 

O mais recente exemplo do sucesso da Internet no Brasil foi o (agora ex) morador de rua que passou em concurso do Banco do Brasil e que, além de ter seu Orkut, foi através da Internet que soube do concurso e obteve material de estudo.

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

AGN FARÁ LEILÃO DE IMÓVEIS NO RN

A AGN-Agência de Fomento do Rio Grande do Norte, órgão estadual de investimentos, continua em sua política de recuperação de créditos, com a realização de leilões, um deles marcado para o próximo dia 11 de julho.

 

Serão quatro imóveis leiloados, dois em Baraúnas (uma fazenda e um sítio), um em Mossoró (fazenda) e o outro em Parnamirim ("casa residencial").

 

Somados, chega a imponente cifra de R$ 1,5 milhão de Reais, um bom aporte de capital para a AGN. Mas, na verdade, há opção, segundo o edital de leilão, de arrematação dos bens a vista ou a prazo e, neste último caso, em até sessenta meses. Ou, em outras palavras, se atingido os valores previstos, mas somente com venda a prazo, no limite máximo, significaria apenas uma receita nova de R$ 25.000,00 mensais.

 

Esse valor, por menor que seja, na verdade, já constitui uma grande vantagem: troca de crédito velho por crédito novo e entrada de capital regular. E, portanto, uma nova expectativa de crédito para financiamentos produtivos no Rio Grande do Norte.

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

CONCENTRAÇÃO CADA VEZ MAIOR NA EDUCAÇÃO SUPERIOR EM NATAL

É uma tendência de mercado que veio para ficar no Rio Grande do Norte, particularmente em Natal, onde grandes grupos têm investido - e dominado - as empresas de educação superior. A maior delas, como bastante propalado, deveu-se a "internacionalização" da UnP. A Fatern, uma das últimas a ser criadas, já foi com a marca da Gama Filho. A Cânara Cascudo, antes, com a marca da Estácio de Sá.
Restam, no entanto, dentre as de médio-grande portes em Natal, apenas duas: a Facex e a FAL.
A pergunta agora é saber até quando resistiram aos "encantos" do capital estrangeiro (isto é, de empresas nacioinais ou até internacionais)?
Desde o final de semana passado o CDF passou a anunciar publicamente sua incorporação ou parceria com a Maurício de Nassau, com grande atuação em Recife.
O cenário futuro ainda está idenfinido, mas já há de se perguntar: educação superior no RN não é mais para quem é da terra?
Otomar Lopes Cardoso Junior

domingo, 29 de junho de 2008

WEBJET TAMBÉM ADOTA PROMOÇÕES ESPECIAIS PARA O RN

A Webjet, a mais nova companhia aérea nacional, que também oferece vôos para Natal (aliás, a preços convidativos) também adotou a política de promoções especiais. A última novidade acrescenta dois novos destinos, com saídas de Natal, mas com escalas: Cuiabá e Campo Grande.
Na verdade, não são rotas tradicionais para o nosso mercado, mas abre, quem sabe mais uma possibilidade de expansão para aqueles turistas potiguares que gostam de novas aventuras e expandir as fronteiras de suas férias. Boa viagem!
Otomar Lopes Cardoso Junior

terça-feira, 24 de junho de 2008

AS PRINCIPAIS FRANQUIAS DO BRASIL E O RN

Você reconheceria as principais franquias do Brasil e sua presença no Rio Grande do Norte? Estas são, segundo a ABF, as maiores, em total de unidades, franquias do Brasil (e se alguma delas ainda não está na sua cidade, pode ser uma nova e ótima oportunidade de negócio!):

 

1 – O Boticário

2 – Kumon

3 – Wizard

4 – Fisk

5 – L'Acqua di Fiori

6 – Hoken (filtros água)

7 – CCAA

8 – BR Mania

9 – Microlins

10 – AM PM Mini Market

11 – Bob's

12 – Água de Cheiro

13 – Macdonald's

14 – Jet Oil (serviços automotivos)

15 – Estapar (serviços automotivos)

16 – Drograria Farmais

17 – CNA

18 – Casa do Pão do Queijo

19 – Yázigi

20 – Localiza

21 – Cacau Show

22 – Varig Log

23 – Skill

24 – Habib's

25 - Jadlog (encomenda expressa)

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A maior delas, O Boticário, tem 2.500 lojas no Brasil; já a última do ranking, a Jadlog, tem "apenas" 259 pontos de venda.

 


Otomar Lopes Cardoso Junior

 

 

FRANQUIAS: O MELHOR CAMINHO PARA UM NOVO NEGÓCIO NO NE

Pelo menos é o que aponta a ABF-Associação Brasileira de Franchising em tempos de divulgação de sua ABF Franchising Expo 2008 que acontece de amanhã até o dia 28 de junho em São Paulo.

 

O Nordeste é uma das regiões que apresenta melhor crescimento de franquias no Brasil, uma atividade que continua em expansão no Brasil, com crescimento, em 2007, de 15,6% em relação ao ano de 2006, bem maior, portanto, que o PIB da economia nacional. Um indício de que a estabilidade da economia beneficia não somente novos negócios, mas também fortalece aqueles já consolidados junto ao mercado consumidor brasileiro.

 

E um dos facilitadores deste resultado é a expansão dos shoppings centers Brasil afora. Aqui, no Rio Grande do Norte, também não é diferente: recentemente tivemos a inauguração de dois deles, um na Zona Norte de Natal e outro em Mossoró, além de investimento de capital estrangeiro no mais antigo de Natal e a expansão já anunciada no maior da Capital. Com isto, de fato, o mercado está em ascensão para os empresários interessados em se tornar franqueados também no Estado.

 

Não há estatísticas disponíveis sobre o Rio Grande do Norte, mas no Brasil já são 65,5 mil franquias em 2007, com 594 mil empregos diretos, e 89% de marcas nacionais, concentrados sobretudo nos segmentos de beleza, saúde e alimentação.

 

segunda-feira, 9 de junho de 2008

CAI REGISTRO DE NOVAS EMPRESAS EM 2007 NO RN

De acordo com dados do DNRC/MDIC foram 5.507 novas empresas abertas no Rio Grande do Norte no ano de 2007, uma média inferior aos anos anteriores de 2006 e 2005, quando foram criadas 8.783 e 7.450 novas empresas, respectivamente.

 

Mas, apesar desta queda no ano que passou, desde 2003 que o número de novas empresas formais mantém um desempenho positivo, acompanhando a tendência nacional: entre 2000 e 2002 a média anual limitou-se a 4.854 novas empresas, enquanto entre 2003 e 2007 a média ficou em 7.072 registros, um aumento de 45,7% nos períodos indicados.

 

Curiosamente, enquanto em 2006 houve expressivo crescimento de empresas formais no RN, o Brasil caminhava em sentido contrário; e, em 2007 aconteceu justamente o inverso, aumento de registros no País, queda no Estado.

AÇÚCAR PUXA EXPORTAÇÕES DE MAIO DO RN

O açúcar foi o produto responsável pelo aumento das exportações do Rio Grande do Norte, se comparados exclusivamente os meses de maio de 2008 e 2007. Foram US 5,2 milhões neste quinto mês do ano que, com o acumulado no ano, superou os US 10,4 milhões, um crescimento de 10,6% em relação ao mesmo período de 2007.
Com este resultado, o açúcar é hoje o quinto maior produto de nossa pauta externa, atrás apenas do melão, da castanha, do combustível para as aeronaves e embarcações e do camarão, nesta ordem de importância.
Em tempo de crise com as chuvas no Vale do Açu, esperava-se justamente o contrário, queda nas exportações no mês de maio e impacto bastante negativo para os cinco primeiros meses do ano.
O que se viu foi, ao final, também com a ajuda dos resultados positivos da castanha, do combustível e do álcool, foi praticamente a repetição do índice do acumulado no primeiro quadrimestre do ano: redução de apenas 2,0% em 2008 (mas, aumento de 10,4% em relação a 2006, excluído volume de exportações do petróleo).

FRANÇA: UM NOVO MERCADO PARA AS FRUTAS BRASILEIRAS

A França iniciará uma nova campanha de estímulo ao consumo de frutas e hortaliças, patrocinada pelo Ministério da Agricultura, para sensibilizar os franceses a valorizar estes produtos na sua alimentação para obterem uma dieta mais saudável e, em consequência, uma melhor saúde e, também, melhor qualidade de vida.
A meta, anunciada após o Encontro de Frutas e Hortaliças (Sommet de fruits et légumes), que aconteceu em Paris nos últimos dias 27 a 30 de maio, e que obteve o apoio e patrocínio da OMS-Organização Mundial para a Saúde, fixou a meta de um consumo diário de 400 gr de frutas e legumes.
Isto significará uma maior demanda para aquele país e uma nova oportunidade de mercado para os produtores do Rio Grande do Norte. Em tempos de Expofruit, justamente o maior evento da fruticultura tropical irrigada no Nordeste, é hora de resgatar, novamente, compradores e importadores franceses, aproveitando a carona no incentivo (mídia espontânea) que o governo francês está colocando em prática.
A França ainda é uma país pouco expressivo para o destino de nossas frutas: em 2007 não passou dos US 141 mil em importações de frutas frescas; e menos ainda do que os US 312 mil em 2006.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

APESAR DAS CHUVAS, EXPORTAÇÕES SE MANTÉM NO RN

As exportações acumuladas até o mês de maio de 2008 alcançaram US 142,5 milhões, apenas 2,0% a menos do que o verificado no mesmo período de 2008, que chegou a US 145,5 milhões.
Apesar das fortes chuvas que atingiram o Estado, sobretudo a produção de camarão e banana no Vale do Açu, outros produtos acabaram compensando esta perda, como foi do Açúcar (US10,7 milhões em 2008 contra US 9,7 milhões em 2007) ou a castanha de caju (US 20,4 milhões neste ano e US 15,9 milhões nos cinco primeiros meses do ano passado.
No entanto, a expectativa mantem-se de queda até o final do ano, ainda com recuperação de outros setores.
"Felizmente", o prejuízo foi apenas setorial e não comprometeu a capacidade produtora exportadora do Rio Grande do Norte que tem, entre suas maiores características neste cenário externo, a diversidade de produtos e de áreas produtivas.