quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ENTREVISTA: PERGUNTANDO... JOSÉ NIVALDO TORNISIELLO @ A eficiência dos resultados e o conceito "lean"

 

 

 

                José Nivaldo Tornisiello, professor, tem pós-graduações em Logística empresarial, Qualidade e produtividade e em Gestão de recursos humanos. Atualmente é gerente de logística da Vicunha Têxtil S/A, responsável pelas áreas de distribuição Brasil, logística internacional, comércio exterior, almoxarifado e compras. (Fonte: ABTC) É professor universitário.

                Essa entrevista foi realizada em 22/9/10 após sua participação no XI Congresso Nacional Intermodal dos Transportadores de Cargas, da ABTC-Associação Brasileira de Logística e Transporte de Carga, realizado em Natal (Hotel Serhs, com a palestra "Pensamento enxuto – Oportunidades para redução de custo/aumento da eficiência do setor de transporte rodoviário de cargas").

 

 

 


Otomar Lopes – O que é o conceito "lean" que foi apresentado em sua palestra?

Nivaldo Tornisiello – O conceito lean, traduzindo literalmente, é enxuto que significa livre de desperdício, livre de processos que não agregam valor para o cliente; é isso que quer dizer, traduzindo para o português, lean, enxuto, o seja, robusto, consistente, porém sem nenhuma gordura, sem nenhum desperdício que não venha agregar nenhum valor para o cliente, tanto interno quanto o cliente externo.

 

Otomar Lopes – Em sua apresentação o Sr. fala em desperdício na indústria e em serviços, usando o conceito do "7+1", incluindo o talento. Esse "1", o talento, é o principal desperdício que acontece hoje?

Nivaldo Tornisiello – O conceito dos sete desperdícios surgiu na manufatura, onde surgiu o pensamento lean, onde o modelo Toyota de produção transformou a indústria automobilística japonesa. Quando falamos nesse "+1", o desperdício, estamos nos referindo a questão do talento, é porque hoje nós constatamos que o talento, em algumas organizações, ele não é valorizado ou não tem havido a percepção da importância do talento. Por exemplo, deixando de ouvir o "chão de fábrica", deixando de ouvir o operador primário, deixando de ouvir o assistente administrativo, que são as pessoas que desenvolvem, que estão lá com a "mão na massa", nós estamos desperdiçando aquele conhecimento, onde muitas vezes uma sugestão simples pode trazer uma solução de economia de tempo, de economia de material, de economia de recursos e é por isso que o talento precisa ser reconhecido seja através de programas de sugestão, através de programas de kaizen, de melhoria contínua, que vão trazer, sem dúvida, reconhecimento a essas pessoas e elas vão se sentir motivadas a contribuir ainda mais.

 

Otomar Lopes – Para corrigir esses sete defeitos identificados é preciso apenas ter talento ou a observação, a experiência e a vivência colaboram para essa correção?

Nivaldo Tornisiello – Na verdade, além de todos esses adjetivos citados, precisa ter técnica, precisa estruturar um programa para redução de desperdício. O modelo Toyota ensina isso, existe a literatura e procurando, na internet, o Lean Instituto do Brasil tem muita ferramenta, tem muita informação. É a partir da informação, do conhecimento, que é possível transformar. Obviamente, o bom senso, a iniciativa, o desejo e a vontade vão contribuir mas, se não tivermos um amparo em uma técnica ou em uma pesquisa, é difícil conseguir.

Otomar Lopes – Não parece um contra-senso falar hoje em dia em "pensar enxuto", eliminar tarefas e desperdício quando há cada vez mais coisas para se fazer? A internet é um mundo que parece não ter fim e a gente precisa cada vez pensar mais enxuto quando as informações estão cada vez mais disponíveis. Como acontece essa aparente contradição: pensar e executar enxuto com cada vez mais informação?

Nivaldo Tornisiello – Nós temos que ser seletivos. Se olharmos nosso e-mail 20% das mensagens que recebemos têm valor agregado, 80% são desperdícios. Essa é uma maneira de entendermos que precisamos separar informação de conhecimento

 

Otomar Lopes – Uma de suas citações na palestra é "comece a ser crítico e comece a pensar na cadeia de valor. Não é fácil, mas traz bons resultados". Porquê não é fácil?

Nivaldo Tornisiello – Porque vamos encontrar muita resistência, a pessoa pode ser sentir acuada, pode não contribuir e por isso é preciso criar antes da implantação ou antes de mapear o processo, um ambiente de confiança. E isso é muito difícil: "olha, aqui sempre foi assim", "eu faço do meu jeito", "eu fiz a minha parte" são frases que não podem permanecer no pensamento enxuto. É preciso um trabalho para criar um ambiente favorável, para depois implantar o pensamento enxuto.

 

Otomar Lopes – Na sua apresentação a última tela é o sistema "3M" que significa, "mais, menos e melhor". Como é possível fazer "mais" com "menos"?

Nivaldo Tornisiello – Quando conseguimos aproveitar mais os recursos de forma adequada, eliminando o desperdício. Então aquilo que nós imaginávamos termos "x" talvez tenhamos "x/2, que é o recurso que vamos ter. E na prática é assim: somos cobrados todos os anos. Um exemplo é o orçamento de nossa empresa, da universidade, da escola, da nossa casa: nós não temos que fazer "mais" com "menos" todos os dias?

 

Otomar Lopes – Há sempre, então, a oportunidade de evitar o desperdício e melhorar cada vez mais?

Nivaldo Tornisiello – Sem dúvida, todo dia, toda hora. Eu sempre falo nos cursos que eu leciono, em logística, que, na verdade, nós não formamos mais – e é uma brincadeira que eu falo – administradores e engenheiros, não; nós estamos formando cada vez mais cabeleireiros, pedicures e manicures porque nós temos que cortar custos. E custo é como unha e cabelo, tem que cortar todo dia. É essa a metáfora que utilizo. Então, nós, além de sermos administradores temos que ser exímios "cortadores de unha".

 

 

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

 

 

ENTREVISTA: PERGUNTANDO... WELBER BARRAL @ O comércio exterior brasileiro

 

                Welber Barral é titular da SECEX-Secretaria de Comércio Exterior, órgão responsável pela "formulação de políticas de comércio exterior" do MDIC-Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Cabe, na condução da política de "cultura exportadora" organizar os ENCOMEX-Encontros de Comércio Exterior que, em sua 2ª edição na versão Mercosul, reuniu mais de 1.500 participantes.

                Entrevista realizada em 1º/9/10 após palestra na solenidade de abertura do Encomex Mercosul que aconteceu nos dias 31/8 e 1º/9, em Porto Alegre, na FIERGS.

 

 

Otomar Lopes – O crescimento do Brasil no Mercosul foi expressivo, como o Sr. mencionou em sua apresentação no Encomex Mercosul; mas, ele foi uniforme em todos os Estados?  O Mercosul é positivo para o Brasil?

Welber Barral – O Mercosul é muito positivo para o Brasil. Em primeiro lugar porque diminuiu as tensões regionais; então, só a vantagem política já justifica o Mercosul. Mas, além da questão política nós tivemos um avanço muito grande na integração produtiva, ou seja, você tem cada vez mais bens produzidos no Mercosul. Os principais produtos de importação brasileiro da Argentina são automóveis em que 60% deles são fabricados com peças brasileiras: você tem aí uma integração produtiva crescente. Houve uma retração muito rápida pós-crise e esse ano nossas exportações para o Mercosul aumentaram 60%, mais do que o índice de qualquer outro bloco econômico. Portanto, é uma contribuição grande na recuperação das exportações brasileiras e é uma exportação muito qualificada: para o Mercosul são fundamentalmente produtos manufaturados.

 

Otomar Lopes – Essa integração regional e a formação de blocos no início do Mercosul parecia ser mais um ideal. Hoje ela se consolida e é uma tendência inevitável?

Welber Barral – Hoje é uma política do Estado brasileiro. Há, realmente, essa crítica de que o Mercosul não avança no ritmo em que poderia avançar, e é verdade; de fato, nós temos entraves institucionais para fazer um avanço rápido como queríamos. Mas tem havido avanços e a reunião de San Juan foi extremamente importante na aprovação, por exemplo, do Código Aduaneiro do Mercosul e da eliminação de dupla cobrança da Tarifa Externa Comum.

 

Otomar Lopes – Na sua apresentação são indicados alguns desafios e gargalos no Mercosul: a logística é um deles. O Brasil tem tido elevados crescimentos no mercado interno e nas exportações para o Mercosul. Como resolver esse problema logístico para que o Mercosul avance cada vez mais na integração regional?

Welber Barral – O Brasil tem capitaneado o mapeamento de várias obras de integração regional. De fato, nós temos situações hoje que chegam a ser absurdas em que empresas multinacionais que estão no Brasil e nos Estados Unidos exportam de lá por que o frete chega a ser mais barato; ou, para citar um caso do Rio Grande do Norte, o caso do frete do sal para São Paulo que é maior do que o do Chile para São Paulo. Então, é um problema de logística e nós precisamos melhorar nossa logística; há um estudo muito interessante do BIRD, do ano passado, intitulado "Desentupindo as veias" que mostra que se houvesse uma logística um pouco melhor, o comércio na região poderia crescer rapidamente.

 

Otomar Lopes – Na sua apresentação podemos ver que cada vez mais a distinção entre mercado interno e mercado externo é ilusória. Qual seria, então, a próxima etapa do Mercosul, Unasul, novos blocos etc? Acordos regionais são cada vez mais necessários para a política industrial do Brasil?

Welber Barral – No caso do Mercosul estamos cada vez mais integrados. Gerar grande escala, gerar inovação regional, gerar a produção que tenha uma escala de produção que justifique o atendimento a um mercado consumidor que está ganhando poder de compra, esse é o novo desafio do Mercosul. Em relação aos blocos, nós fechamos rapidamente o acordo com Israel, que já foi aprovado pelo Congresso brasileiro, fechamos agora o acordo com o Egito e vamos continuar negociando mecanismos de acesso ao mercado. É importante notar que acordos no comércio não necessariamente garantem acesso ao mercado. O Mercosul é a região mais eficiente do mundo na produção de alimentos e esse é um setor que sofre muito com barreiras não-tarifárias em outros países e que precisam de outras negociações além das negociações tarifárias.

 

Otomar Lopes – Os acordos bilaterais, tais Israel e Egito, foram fechados rapidamente, mas a questão agrícola não atrapalhava o fechamento desses acordos?

Welber Barral – A África recebe cada vez mais investimento da China e o Brasil tem buscado alternativas na África e uma política externa favorável à maior integração com o continente africano. A África tem passado, nos últimos anos, por uma revolução em termos de estabilização econômica e, a partir daí, de crescimento econômico; vários países africanos estão com taxas recordes de crescimento econômico. Nós, em seis anos, quadruplicamos nossas exportações para a África e atualmente representa quase 8% das exportações brasileiras. Tem um potencial grande de crescimento, mas temos problemas logísticos para acessar ao mercado africano e nós estamos falando sobre financiamento, pois precisamos melhorar nossos mecanismos de financiamento para fazer nossas exportações mais competitivas.

 

Otomar Lopes – No Brasil nós temos visto uma política de buscar um maior crescimento de pequenas e micro empresas no comércio exterior. No Rio Grande do Norte, um Estado que tem a maior parte de empresas de pequeno porte como exportadoras, do ponto de vista quantitativo e, como em todo o Brasil, as grandes empresas são as maiores exportadoras. É possível buscar novos mercados, fortalecer o Mercosul e ampliar a inserção das micro e pequenas empresas com a expansão comercial?

Welber Barral – Sim, uma das metas do Governo Federal é aumentar o número de pequenas empresas exportadoras. Nós temos vários programas para essas empresas e, inclusive, no Rio Grande do Norte, nós estamos com o programa "Primeira exportação" que ajuda as empresas a se inserirem no comércio internacional. Nós fizemos uma mudança importante, recente, que foi o aumento do limite para exportação com declaração de exportação simplificada, que aumentou muito a participação de micro e pequenas empresas. Agora o Governo anunciou, e estamos trabalhando junto ao Congresso Nacional para aprovar uma outra medida na qual eu acredito bastante: a exclusão das exportações na base de cálculo do Simples e isso vai gerar um incentivo às pequenas empresas para exportar e não ter de sair da sua sistemática.

 

Otomar Lopes – A China é um ator fundamental no comércio exterior e é impossível falar desse assunto sem pensar na China. Ela é uma ameaça ou uma oportunidade para o Brasil?

Welber Barral – Os dois!

 

Otomar Lopes – E para as pequenas e médias empresas?

Welber Barral – Para as pequenas e médias empresas é mais uma oportunidade, pois a China importa US 1,4 trilhão do Brasil e nós exportamos somente 1% desse valor. Então, há um mercado grande para exportação para a China, principalmente em nichos de mercado. A China é uma ameaça para o Brasil principalmente na disputa de terceiros mercados. A China é um competidor forte cada vez mais no mercado americano e latino-americano. Mas o acesso ao mercado chinês pode abrir muitas oportunidades para as empresas brasileiras.

 

Otomar Lopes – Qual seria o maior concorrente da China: o Brasil ou o Mercosul?

Welber Barral – Depende do produto, pois setores como o da soja são a Argentina é tão competitiva quanto o Brasil enquanto em outros tipos de grãos o Brasil é, seguramente, muito mais competitivo.

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

NOVO CURSO SUPERIOR EM NATAL

O MEC autorizou, no último dia 29 de outubro, mais um novo curso superior no Rio Grande do Norte, em Natal.

 

Desta vez será o de Serviço social (bacharelado) e comportará 100 vagas (anuais), todas no turno noturno. O novo curso será mantido pela Associação Unificada Paulista de Ensino Renovado Objetivo/ASSUPERO, que tem sede em São Paulo, Capital..

 

Em breve, portanto, mais uma faculdade na mídia oferecendo novo curso na praça e enaltecendo suas vantagens.

 

Curioso, há de se admitir, que desta vez, pelo menos, não está na lista dos cursos mais facilmente "vendáveis" (leia-se captação de alunos) que proliferam País afora, mais comumente em Administração ou Direito.

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PROJETO DE ARTES DO RN GANHA INCENTIVO DA FUNARTE

A FUNARTE-Fundação Nacional de Artes, do Governo Federal, aprovou incentivo a um único projeto no Rio Grande do Norte. O contemplado foi a Tropa Trupe Companhia da Arte com o projeto  "A graça da praça", selecionado entre a enxurrada de projetos inscritos em todo o Brasil.

 

Nesse resultado a região Nordeste foi merecedora da aprovação de 16 projetos dentre os 63 que serão favorecidos em todo o Brasil (pouco mais de 1/4 de todos os projetos).

 

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

MANTIDA COTA DO RN PARA EXPORTAÇÃO DE AÇÚCAR PARA OS ESTADOS UNIDOS

O Governo Federal manteve a cota de exportação de açúcar para os Estados Unidos para as empresas do Rio Grande do Norte nesse ano-safra 2010/2011, de acordo com a nova Instrução Normativa 28, do Ministério da Agricultura, divulgada hoje. Serão objeto da vantagem 6.530,34 toneladas de açúcar no Estado, divididos entre as usinas LDC Bioenergias S/A (3.655,55 toneldas) e a Vale Verde Empreendimentos Agrícolas Ltda (2.874,99 toneladas).

 

Em comparação ao ano-safra anterior, o Rio Grande do Norte mantém a mesma proporção nos 3,9% do total da cota de exportação que o governo dos Estados Unidos oferece, a título de incentivo, às empresas nacionais. A única alteração, no Estado, foi a ligeira modificação na divisão das cotas, a Vale Verde acrescentando 84,13 toneladas em relação a última normatização do Ministério da Agricultura.

 

Com a renovação das cotas e a edição da nova distribuição assegura-se, para o Estado, um patamar mínimo de exportações de açúcar. Em 2010, até o mês de agosto, já exportamos (incluídos outros mercados compradores), US 24,8 milhões. Em 2009, o açúcar encerrou o ano na terceira colocação entre os principais produtos exportados no Estado, com cerca de US 18,2 milhões em vendas para o exterior.

 

 

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

 

 

terça-feira, 14 de setembro de 2010

UFERSA GANHA CURSO DE DIREITO

 

O MEC autorizou, oficialmente, a criação do curso de Direito pela UFERSA-Universidade Federal do Semi-Árido já a partir do próximo vestibular.

 

A Portaria 1.402-SESU concedeu essa permissão para mais um curso na área de direito no Rio Grande do Norte, no período noturno, com 80 (oitenta) vagas anuais a serem preenchidas em 2011. A preocupação com a "saturação" dos cursos de direito no Brasil e aqui no Estado parecem estar menos efetivas, é o que tudo indica (lembram que, durante muito tempo, os cursos de direito estavam na mira e na lupa da OAB em todos os Estados, acompanhamento e opinando sobre o aumento da oferta de vagas?).

 

É mais uma qualificação profissional que surge no mercado de trabalho. E isso, por si só, já deveria ser considerada uma boa notícia: quanto maior o nível de conhecimento melhor a preparação para a entrada no mercado profissional. Saturado, para direito? Para muitos cursos, provavelmente, mas acredito que duas considerações devem ser admitidas: nem todos os estudantes de direito pretendem tornar-se advogados (crescimento na carreira interna, aquisição de nova formação, apreciação do tema etc) e, mesmo que não alcancem êxito no exame da OAB, teremos formados cidadãos com mais conhecimento e informação (e num país como o Brasil em que a carência em educação, sobretudo formal - universitária - já é grande vantagem e fundamental impacto para as novas gerações).

 

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

 

 

VOCÊ CONHECE O "ASGA" QUE FICA AQUI NO RIO GRANDE DO NORTE?

 

Você ainda não conhece o ASGA? Não mesmo?!

 

Provavelmente sob essa sigla pouca gente conhece o "ASGA", mas muitas pessoas conhecem o Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante! Pois é assim, com essa nova nomenclatura que o Ministério da Defesa trata (Portaria 1.443-A/MD) o tão esperado aeroporto do RN. Curiosa esssa denominação, embora outra melhor não parece surgir até o momento.

 

Mas, como os terminais de aeroportos são conhecidos, nos vôos, por 3 letras (GRU, NAT, CGN etc) fica a expectativa de que o ASGA perca uma letra ou ganhe um outro apelido: provavelmente SGA (se já não tiver um homônimo por aí...). O mais importante, mesmo, é que ele aconteça, literalmente falando, ou seja, saia o mais rapidamente possível do papel e comece a receber os tão esperados aviões (passageiros e cargas).

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

 

sábado, 11 de setembro de 2010

DECISÃO DA COMPRA DOS CAÇAS SAIRÁ EM NATAL?

Será que a decisão será anunciada em Natal???

 

Se ficou para depois da eleição a decisão do Governo de anunciar qual o país fornecedor dos novos caças para a Aeronáutica - a decisão estaria entre a França e a Suécia - um  boa oportunidade, quem sabe, seria em Natal...

 

Entre os dias  2 e 23 de novembro acontecerá na Base áerea de Natal a operação militar denominada "Cruzeiro do Sul 2010" e trará equipamentos de sete países, dentre eles os Estados Unidos (que, segundo a imprensa nacional, já estaria descartada essa hipótese) e... a fortíssima candidata, a França.

 

Não será por falta de oportunidade, então, que a decisão poderia ser anunciada. E se alguma autoridade do governo francês aparecer por aqui, a "coincidência" seria perfeita!

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

 

 

EMBARQUE FR FRUTAS NO PORTO DE NATAL

O Porto de Natal retoma ritmo mais acelerado no embarque de frutas, agora que começou a safra de melão 2010/11.

 

Hoje, sábado, mais um navio da CGM/CMA - empresa de bandeira francesa que "adotou" o Rio Grande do Norte", está embarcando 32 conteiners de frutas frescas (alguns deles de estados vizinhos). Nos próximos seis meses o ritmo de aividades será mais intenso. É a garantia de continuidade de serviços aos exportadores do Estado e a certeza de contarmos com instrumento importante na operação logística do comércio internacional norte-riograndense.

 

Em 2011 a expectativa é que outro serviço seja incorporado às atividades da CODERN, gestora do Porto de Natal: será construído terminal turísticos para receber navios de cruzeiros e já se preparando para 2014.

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

 

 

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

BRASILEIRO: DE "VIRADOR" A EMPREENDEDOR (INDIVIDUAL)

 

O brasileiro sempre foi reconhecido por seu talento de ser um "virador", alguém que na maior das adversidades consegue encontrar uma fórmula – quase mágica – para sobreviver e se "virar" com um otimismo de causar inveja meio mundo lá fora.

 

Esse é o "jeitinho" brasileiro que deveria ser não somente reconhecido, mas enaltecido: a capacidade de ser empreendedor. Essa característica marcante (quase inata) do brasileiro aparece de forma mais sustentada com a crescente formalização de empresas no Brasil: em 2010 já foram criadas cerca de 500 mil novas empresas individuais (com até 1 funcionário), de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

 

No Brasil a realidade da atividade empreendedora está disseminada em todas as suas regiões e estados verificado que, curiosamente, é na porção geográfica do Brasil onde está a maior concentração de riquezas, com suas grandes indústrias, centros comerciais e maiores prestadores de serviços, incluindo centro financeiro, que acontece uma aparente contradição: o Estado de São Paulo, sozinho, já contabilizou 108 mil novos empresários individuais até o mês de agosto desse ano. A informalidade parece ser inversamente proporcional à riqueza econômica e isso deve-se, muito provavelmente, em função de uma maior concentração do PIB em termos de distribuição da riqueza local (e ainda, das inúmeras oportunidades que vão surgindo, ainda que de forma subsidiária ou complementar para quem não está inserido no contexto principal do sistema econômico produtivo).

 

O Nordeste tem até apresentado bom desempenho nessa primeira estatística nacional: 102 mil novos empreendimentos, muito embora os seus nove Estados tenham representando menos do que São Paulo!. Mas, a nossa Região já é a segunda colocada no Brasil na formalização do empreendedor individual, com 20,4% do total nacional (na seqüência seguem o Sul com 15,4%, o Centro Oeste com 10,0% e o Norte com 6,5%).

 

E o Rio Grande do Norte? Aqui no nosso Estado já temos 6.578 novos negócios devidamente estruturados que saíram do famigerado conceito da clandestinidade ou do apreciado termo informalidade para, finalmente, entrar no mundo dos negócios em condições de igualdade com as demais empresas. Fazendo um paralelo com a certidão de nascimento, é o registro do CNPJ de uma empresa o primeiro sinal de cidadania empresarial. Ainda há mais o que buscar em nosso Estado principalmente se compararmos com a Paraíba e o Maranhão, que se assemelham às nossas condições sócio-econômicas, que estão um pouco à frente nessas estatísticas.

 

Não se trata, evidentemente, de propor uma corrida por melhores índices de desempenho na comparação com estados vizinhos, mesmo sendo importante especular sobre novos desafios considerando que algumas de nossas características são bastante comuns.

 

Mas devemos estar atentos, muito mais do que em números, aos resultados que a formalização de empresas pode trazer essencialmente ao brasileiro criativo e ousado, ou seja, ao empreendedor. É esse o "jeitinho brasileiro" que deve prevalecer. E a transição da informalidade para a formalidade não pode, em tempo algum, apagar essa nossa valiosa e inigualável herança cultural e econômica.

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

BOA NOTÍCIA PARA O EXPORTADOR DO RIO GRANDE DO NORTE!

 

O Governo Federal  editou MP 501/2010 que traz novos e diretos benefícios para os exportadores do Rio Grande do Norte e de todo o Brasil. Serão cerca de R$ 2 bilhões distribuídos entre os Estados (75% do montante) e os seus municípios (25% que deverão, embora a MP não determine, divididos entre os municípios exportadores) ae o final de 2010, ou seja, quase R$ 500 milhões/mês.

 

O Rio Grande do Norte foi bem contemplado, diga-se de passagem, em relação ao Nordeste! A alíquota estadual foi de 0,696% apaneas atrás da Bahia e de Alagoas e bem a frente de Pernambuco (0,44915%) e o Ceará (0,5187%).

 

Os novos recursos deverão ser aplicados diretamente em comércio exterior e deverão ser aplicados nos "aproveitamentos de créditos pelos exportadores".

 

A MP "vence" em 2010. Agora é torcer para que em 2011 o próximo Governo dê continuidade e transforme o provisório em permanente.

 

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

 

JANDAÍRA, EXPORTADORA DE MEL...ÃO

 

 

A cidade de Jandaíra e o agronegócio são naturalmente associadas à produção e comercialização de mel; é o conhecido "mel de Jandaíra", fácil de encontrar para quem passa naquela cidade, mas também em diferentes regiões do Estado. O "mel de Jandaíra" tornou-se, para o consumidor, uma associação natural por sua qualidade e pureza.

 

Mas, em comércio exterior, pelo menos em 2010, a história é outra.

 

Dos 34 municípios que participam do comércio exterior (exportação e importação) no Rio Grande do Norte, Jandaíra aparece como exportadora de... melão. As vendas para o exterior alcançaram, nesses sete primeiros meses do ano, a marca de US 1.539.410 e com um ritmo de crescimento bastante impressionante, da ordem de 108,32% em relação ao mesmo período de 2009!

 

Jandaíra, nesse cenário globalizado, está diretamente presente  na Espanha, principal (e quase exclusivo, pois foram US 1.529.120 em exportações para aquele país) comprador de sua produção.

 

A safra 2010/11 já começou mas os primeros números ainda não foram divulgados pelo Governo Federal.

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

 

domingo, 11 de abril de 2010

BANCO DA CHINA DO BRASIL PODERÁ SER INSTRUMENTO PARA ALAVANCAR NEGÓCIOS COM O RN

            O Banco Central do Brasil autorizou o Banco da China a iniciar suas atividades no Brasil (chamar-se-á Banco da China Brasil) agora em 2010 e deverá começar seus primeiros projetos voltados para o comércio bilaterial, seja em exportação ou em importação, atuando enquanto banco de fomento para as empresas dos dois países. Mas, o projeto futuro incluirá também financiamento de investimentos, incluindo participações acionárias no Brasil.

            A China, que tornou-se o maior exportador mundial, é também um grande comprador, sobretudo de matérias-primas, e é o centro de todas as atenções das economias exportadoras, reforçada ainda mais após a crise financeira de 15 de setembro de 2008 que, comparadas a economias mais fortes, praticamente não alterou a rotina de crescimento do PIB daquele país.

            No Rio Grande do Norte o comércio exterior é bem mais reduzido, mas apenas quando falamos em nossas exportações: US 1,5 em 2008 e US 0,8 em 2009 (e US 145 mil no primeiro trimestre de 2010); já quando falamos de importação, o volume de negócios é maior: US 12,9 milhões em 2008 e US 17,3 milhões em 2009 (e US 2,7 milhões no primeiro trimestre desse ano).

            Em 2009 a China foi apenas o 18º país em destino das exportações do RN, mas o 3º maior fornecedor de produtos para o Estado, atrás apenas dos Estados Unidos e da Argentina (este último sobretudo em função das importações de trigo).

            A pauta comercial é bem diversificada nas importações destacando principalmente alho, tecidos e fios têxteis, bijuterias, lâmpadas, mas também, máquinas e equipamentos para informática, máquinas industriais e equipamentos para o setor mineral. As exportações restringem-se essencialmente a granito, castanha de caju e tungstênio.

            A perspectiva do Banco China Brasil aportar recursos no país poderá facilitar as negociações de empresas no Rio Grande do Norte, considerando a qualidade alcançada pelo setor industrial chinês na produção de maquias e equipamentos de ponta em diversos setores; e, aliado à desvalorização do dólar, a disponibilidade de novo capital poderá alavancar novos investimento em modernização produtiva no RN.

            È hora daqueles que têm perspectivas de investir em capacidade de produção, de conhecer o mercado chinês e aproveitar as oportunidades. E, agora com o novo banco, quem sabe a regra de "quanto mais crédito mais negócios" poderá também funcionar entre a China e o Rio Grande do Norte.

           

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

sexta-feira, 12 de março de 2010

CPFL NO RIO GRANDE DO NORTE: INVESTIDOR DE PESO

A CPFL, empresa que já iniciou investimento em energia no Rio Grande do Norte, divulgou recentemente seu lucro líquido em 2009: R$ 1,3 bilhão, praticamente equivalente o mesmo valor obtido em 2008; o que, em tempos de crise de redução de produção e consumo, é um ótimo resultado (o PIB do Brasil, que acaba de ser divulgado, encolheu em 0,2% neste ano de 2009).

 

É mais um investidor de peso que chega ao Rio Grande do Norte numa área que mais cresce, em captação de investimentos, o da geração de energias renováveis. Pena que são investimentos, embora pesados, com relativa expressão duradoura no Estado: a tecnologia é importada, a energia gerada, se comercializada para outros estados não gera ICMS na fonte... fica, no entanto, o resultado da construção civil e alguns empregos na manutenção dos equipamentos (embora, no caso desta energia, com bagaço de cana, diferentemente das usinas de energia eólica, a geração de empregos deverá ser maior, pelo processo utilizado, ou seja, aquisição de matéria-prima para processamento; por outro lado, as turbinas de energia eólica, uma vez instaladas e ligadas, não há muito o que fazer, a não ser observá-las...).

 

A usina da CPF está localizada no município de Baía Formosa. As obras iniciaram em novembro de 2009, mas a operação está marcada para julho de 2011. Serão mais 40MW gerados e representará cerca de 1,7% da energia produzida pela CPFL no ano de 2011.

 

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior

quinta-feira, 4 de março de 2010

NOVOTEL CONTINUA NO SITE DA REDE ACCOR

 

Apesar ds notícias sobre o encerramento das atividades hoteleiras e o aluguel por parte da Prefeitura de Natal, o hotel Novotel, na Ladeira do Sol, ainda consta no sítio da rede hoteleira global com todas suas características, inclusive fotos (http://www.accorhotels.com/pt/hotel-0924-novotel-natal-ladeira-do-sol/index.shtml).

 

No entanto, ao tentar fazer alguma reserva para os próximos meses, todas as datas estão indisponíveis.

 

Veja a informação sobre a "descrição" do hotel: "O Novotel Natal Ladeira do Sol é um hotel 4 estrelas de 100 quartos, incluindo 20 para não-fumantes e 5 suítes, localizado próximo à praia e a apenas alguns quilômetros do centro da cidade de Natal. É ideal para viagens de negócios e lazer com a família.Oferece 2 salas de reuniões e business center para conferências e seminários, restaurante internacional, bar, piscina, estacionamento privativo externo e serviço de lavanderia."

 

É hora da rede francesa eliminar do seu sítio essa opção em Natal; principalmente para não crirar expectativas àqueles clientes que utilizam com regularidade os serviços da cadeia Accor.

 

 

 

Otomar Lopes Cardoso Junior