A "safra" de novos cursos superiores em Natal parece ter diminuído recentemente. Não há significativos novos lançamentos nem – aparentemente – novos empreendimentos em fase de implantação (o primeiro semestre 2011 já começa sem novos concorrentes em Natal). Há dúvidas, ainda, quanto ao reflexo de tal situação: efeito pós-crise 2008 que afastou expectativa de investidores e do público? Muitos lançamentos e investimentos muito próximos um do outro em Natal? Queda da rentabilidade pelo baixo índice de aumento de mensalidades (retorno econômico-financeiro já não é mais o mesmo)? Ou, simplesmente, saturação de mercado? Na verdade, todas as explicações parecem válidas e tendem a uma maior concorrência de mercado não somente fixada no público novo, na "calourada", mas na manutenção dos alunos no curso, reduzindo a evasão mas também evitando as transferências. Outro fator considerável foi o crescente número de vagas na UFRN e, no interior, em várias cidades do RN, dos cursos do IFRN (antigo CEFET-RN); essa última característica fez com que inúmeros candidatos à UFRN em Natal não mais se deslocassem para a Capital e o efeito cascata não foi outro senão abrir mais vagas para aquele estudante que estava disposto a pagar por seus estudos superiores, mas que passou a encontrar maior facilidade de acesso à universidade pública. Ainda há espaço paras as instituições privadas, apesar da continuidade na proposta de expansão da UFRN e dos centros do IFRN no interior. A concorrência desloca-se, os métodos devem ser outros. A fórmula muito próxima de propaganda de algumas instituições não transmite forte diferenciação ao "consumidor", o futuro estudante. A própria UFRN sabe disso e criou vários outros cursos; o IFRN foi buscar (na verdade, foi levar) "público" no interior. O mercado do ensino superior está mais dinâmico do que parece. A expansão, que seguia ritmo forte, diminui velocidade; "comer pelas beiradas" é uma nova estratégia. |
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Novos cursos superiores em Natal
Eólicas "Mangue Seco" avançam em Guamaré
O mercado de energia eólica no RN continua em expansão, sempre com novidades constantes de projetos em implantação, início de obras e, aos poucos, entrada em operação na produção da tão propalada energia do futuro: limpa, renovável e praticamente independe de condições geológicas privilegiadas e/ou exclusivas (em vários países as possibilidades de localização são diversas. No Brasil o que mais temos visto é um mapa diversificado de locais de novas eólicas). As usinas Mangue Seco 2 e 3 começam a preparar-se para gerar novos negócios. Localizadas em Guamaré, foram objetos do leilão de reserva em dezembro de 2009 e contavam com parceria da Petrobras (que, em geral, nesses novos negócios, entrava com 49% do capital, em parceria com iniciativa privada). Juntas essas duas unidades devem produzir cerca de 50.000 kW. Quantos empregos diretos vão gerar no Estado? Quantos serão contratados no mercado local-estadual? |
Nova concorrência no cinema em Natal. E nos preços?
O Praia Shopping inaugurou sua nova sala de cinema, em 3D, nesta semana. Um filme infantil inia a nova programação, mas já em ritmo de final de férias escolares (boa parte das escolas e colégios começam suas aula hoje, dia 31). A expectativa, no entanto, mais do que a programação (que muitas vezes de assemelha em todos os cinemas, sobretudo quando há novidades-lançamentos), está no preço. Afinal, será que haverá concorrência direta que beneficie o consumidor? Em outras palavras, os preços serão mais convidativos?! Aparentemente, nem tanto... os filmes em 3D custarão (inteira) R$ 20,00 no final de semana. No concorrente, Midway, a sessão custa R$ 24,00. É bem verdade, representa uma redução da ordem de 20%, bastante significativa. Mas, mesmo assim, está acima da média da expectativa - e desejo - do consumidor local. |
domingo, 16 de janeiro de 2011
A guerra (da variação) cambial e o Real
Mas, ao observarmos as cotações durante o ano de 2010, vemos que a variação do dólar foi muito reduzida. Na primeira cotação do ano, em 4 de janeiro de 2010, o dólar era comercializado (Banco Central) a R$ 1,7232; na última cotação bancária do ano, em 31 de dezembro, estava a R$ 1,6654. Ou seja, uma queda de "apenas" 3,35%.
É pouco, muito pouco mesmo, uma variação anual de 3,35%. Na verdade, o problema não está na valorização do Real face ao dólar, mas na permanente e insistente paridade ao longo de vários anos. É essa constante, infelizmente negativa, sob certos aspectos (embora haja setores que até comemoram...) que faz com que as críticas à política do Banco Central/Governo Federal sejam crescentes.
Curiosamente, ao analisarmos o câmbio do Real ao longo de 2010 temos moedas que sofreram grandes alterações; bem verdade que algumas absolutamente inexpressivas em relação ao comércio exterior brasileiro e suas demais relações bilaterais; outras, como o Bolívar Forte (é esse o nome, mas...), da Venezuela, sua definição de cotação não merece ser levada a sério face às regras de mercado.
Essas foram as moedas que mais se valorizam em relação ao Real em 2010 (com base nas cotações emitidas pelo Banco Central):
1º - Tugrik (Mongólia) = 11,131%
2º - Iene (Japão) = 10,09 %
3º - Dólar australiano (Austrália) = 7,76%
4º - Ringgit (Malásia) = 6,79%
5º - Bath (Tailândia) = 6,76%
6º - Franco Suíço (Suíça) = 6,41%
7º - Colon (Costa Rica) = 6,38%
8º - Rande (África do Sul) = 6,33%
9º - Lilangeni (Suazilândia) = 6,14%
10º - Loti (Lesoto) = 6,14%
E essas foram as moedas que mais se perderam valor em relação ao Real em 2010 (com base nas cotações emitidas pelo Banco Central):
1º - Bolívar Forte (Venezuela) = 51,68%
2º - Birr (Etiópia) = 26,16%
3º - Xelim (Uganda) = 19,91%
4º - Xelim (Tanzânia) = 14,07%
5º - Forint (Hungria) = 13,80%
6º - Dinar (Macedônia) = 13,00%
7º - Xelim (Somália) = 11,99%
8º - Kuna (Croácia) = 11,85%
9º - Novo Leu (Romênia) = 11,84%
10º - Dihram (Marrocos) = 11,76%
E como ficou o Euro? 10,40% mais barato, fechando
Como será 2011? Façam suas "apostas"!
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Os resultados do varejo mundial
Terminou ontem (12) a edição da convenção anual da Natuional Retail Federation, o maior evento de varejo do mundo, que acontece em Nova Iorque.
Esse ano há uma comemoração especial: é a 100a. edição!
Dentre as experiências comemoradas (cases de sucesso) esse ano, destaca-se a ação do grupo Casino (que aqui em Natal aparece nas gôndolas do supermercado Extra; no Brasil com o Pão de Açúcar). Leia início do tema extraído do blog do evento:
"Groupe Casino showcases how precise retailing can be
Precision retailing, an analytics-driven approach for improving product assortments, pricing and promotions, is transforming the efficiencies of retail and as a by-product, improving customer experience. Retailing giant, Groupe Casino, has taken the precision retailing concept to the next level. During Sunday afternoon's BIG Show Super Session, executives from Groupe Casino and SAP shared how they've partnered to build a mobilized consumer platform. [...]"
Água de coco: mercado?
Essa notícia foi publicada no jornal Valor Econômico (11/1/11) e achei interessante reproduzi-la considerando que temos aqui no RN alguns casos de sucesso na área. Uma das empresas já distribui seu produto em diversos supermercados e pontos de venda; e tem tido demandas de importadores mas, prefere, por enquanto, focar mais no mercado interno tendo em vista, sobretudo, o aquecimento no mercado interno e a dificuldade de abastacimento nesses meses (no verão o consumo explode e não há oferta suficiente de coco verde no país).
Mas, essa empresa já adquiriu uma fazenda e começará a ter, em larga escala, produção própria. E o comércio exterior, nessa nova fase, não será algo muito distante; aliás, já exportou (coco fresco) em 2009 e 2010.
No final do ano passado fiz um filme-depoimento com o proprietário. Diogo Gaspar (Acqua Coco) revelou que começou quase como uma "brincadeira" e que, no primeiro dia, "abriu" 30 cocos; começou a perceber o negócio quando a garagem da casa que seia de apoio para a produção estava tomada com cocos verdes espalhados pelo chão... o carro era que não cabia mais na garagem! De lá para cá, não parou mais sua expansão. Que continue e que outras empresas do ramo sigam o mesmo caminho, mesmo tendo que enfrentar gigantes multinacionais.
Bebidas: Parcerias com produtores visam reduzir preço nas gôndolas
O Brasil é um dos poucos países do mundo onde existe o hábito de se tomar água de coco. "No exterior, a água de coco é ainda considerada uma bebida muito exótica", diz Jorge Tarasuk, vice-presidente de operações da divisão de alimentos América Latina da PepsiCo. Em agosto de 2009, a companhia americana foi a primeira multinacional no mundo a investir na bebida, com a compra da brasileira Amacoco, dona da marca Kero Coco, líder de mercado. Hoje, um ano e cinco meses após a aquisição, a PepsiCo revela sua estratégia para aumentar o consumo da bebida industrializada, ainda muito baixo em comparação com seu maior rival: o mercado de coco fresco, vendido em carrocinhas e barracas.
"Há ainda muito poucos números sobre o mercado de água de coco, mas calcula-se que o coco fresco, vendido nas ruas, responda por 80% do volume consumido no país", diz Newton Yorinori, diretor agrícola da divisão de alimentos América Latina da PepsiCo.
Mesmo assim, as vendas de água de coco embalada em caixinhas Tetra Pak vêm crescendo a passos largos. "O mercado cresceu 18% em volume em 2010 e a PepsiCo teve um desempenho em linha com esse número", diz Tarasuk.
O problema é que a parcela de consumidores regulares do produto, apesar de ter crescido, ainda continua pequena. Em 2009, segundo a revista especializada Super Hiper, com dados da Kantar Worldpanel, 7,8% dos consumidores tomavam água de coco industrializada regularmente. No ano passado, esse número passou para 9,8%. Mas ainda é bem pouco se comparado com o percentual de 37% das bebidas à base de soja - e é quase nada em relação ao percentual dos refrigerantes: 98,3%.
O desafio da PepsiCo é exatamente esse: aumentar o número de consumidores da bebida. Uma das barreiras é o preço. Nos supermercados de São Paulo, por exemplo, um litro de água de coco varia entre R$ 5,50 e R$ 6. Na rua, o coco verde sai por R$ 3, em média.
"É o mesmo produto, até mais fresco. Não colocamos nenhum tipo de conservante e entre o corte do coco na fazenda e o envase na fábrica não levamos mais de 18 horas. Além desse tempo, o coco começa a se degradar. Já o coco das ruas leva dias entre ser colhido e vendido", diz Tarasuk.
Desde a aquisição da Amacoco, a PepsiCo tem comprado a fruta de fazendeiros do Nordeste e do Pará, além de contar com a produção das duas fazendas próprias em Petrolina (PE) e em São Mateus (ES). As duas unidades, entretanto, respondem por apenas 20% do volume que a companhia compra.
"Para oferecer um preço melhor ao varejo, precisamos melhorar a produtividade e conseguir regularidade na entrega dos produtos", explica Yorinori. Todo verão, os compradores que suprem os vendedores de coco fresco compram a maior parte da produção das fazendas brasileiras, fazendo o preço do fruto aumentar.
Para conseguir mais regularidade no fornecimento, a PepsiCo tem oferecido contratos de exclusividade aos produtores, propondo preço fixo e compra uniforme em volume durante todos os meses do ano. "Em contrapartida, damos assistência técnica para melhorar a produção do coqueiral", diz Yorinori. A produtividade média nacional, segundo a PepsiCo, é de 4 mil toneladas por hectare ao ano. Com técnicas de fertilização e preparo do solo (a própria casca do coco pode ser usada para enriquecer o terreno do coqueiral), a PepsiCo conseguiu no último ano em suas fazendas uma produção entre 12 mil e 15 mil toneladas por hectare. "São três vezes mais que a média. Qualquer melhora no cultivo é sensível pois as fazendas de coco no Brasil ainda são muito rudimentares", diz Tarasuk. A empresa espera colher resultados dessa estratégia dentro de dois a três anos.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Bairros de Natal sem carro zero km em 2010
Um dado curioso nos números de mercado de compra/venda de carros novos em Natal revela que alguns bairros não viram carro "zero km" em 2010 fazer parte do seu patrimônio.
De fato, 4 endereços estão fora dessa lista privilegiada sob o aspecto econômico. São eles: Eucaliptos, Loteamento Nova Natal, Loteamento Novo Horizonte e Parque dos Coqueiros. Ninguém comprou carro "zero km" em 2010 nesses bairros/localidades da Capital. Dos mais de 30 mil novos veículos na capital do Estado, 2010 ficou também no zero, mas da estatística.
O Rio Grande do Norte já exporta energia elétrica
O Rio Grande do Norte tornou-se exportador de energia elétrica em 2010, com venda de quase US 10 milhões no último mês de dezembro. A energia, embora produzida no Estado, foi comercializada por empresa estrangeira, para a Argentina; o investimento, de maior porte, acontece no estado vizinho, Ceará onde opera com a distribuidora estadual.
Aparentemente, trata de energia comprada no mercado aberto. Não é possível, de imediato, identificar a origem da produção; mas tudo indica tenha sido excedente produzido por terceiro e que foi a leilão no "mercado aberto". Desde 2006 é permitido às empresas brasileiras exportar (como também importar) energia elétrica.
É a primeira vez que o Rio Grande do Norte aparece como exportador de energia elétrica.
A expectativa, com a entrada em operação dos diferentes parques eólicos, é que essa conta possa ser ainda maior.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Medidas para o câmbio darão certo?
Ainda é cedo para assegurar que as medidas adotadas pelo Ministro Mantega surtirão o efeito desejado; mais do que simplesmente desejado, na hora certa, isto é, logo!
As primeiras cotações da moeda norte-americana indicam um aumento em 2011. A primeira cotação do ano fechou em R$ 1,6502. Já, na abertura do mercado hoje, dia 10, já chega passa pouco do R$ 1,69. Mas, apesar desse aumento nessa última semana e de uma aparente recuperação, ainda é muito cedo para ter certeza de que o câmbio voltará a ser favorável aos exportadores brasileiros.
Na parcial das 13h do boletim do Banco Central, o valor do dólar ainda está abaixo do comercializado no início do mês passado: em 1o de dezembro a moeda estava cotada a R$ 1,7044. No ritmo - lento - passará essa marca ainda hoje ou amanhã.
Na verdade, melhor até que a recuperação seja em doses parciais e lenas. Permite a programação dos exportadores-importadores que estão em fase de negociação de suas vendas/compras e evita, de certa forma, que os mais rapidamente beneficiados sejam justamente quem deveriam ser os menos vorazes nesse cenário de lucro projetado, os especuladores.
A esperar os próximos dias; e os próximos boletins do Banco Central...
Otomar Lopes Cardoso Junior
sábado, 8 de janeiro de 2011
O futuro do Ensino a distância (EAD) na educação
O ensino distância, mais conhecido pela sigla EAD, é o futuro da educação no Brasil. No mundo inteiro o crescimento desse mecanismo de transmissão da informação e do processamento do conhecimento tem sido muito significo nos últimos anos (o México já foi um dos casos emblemáticos, principalmente pelos alunos daquele país que estão do outro lado da fronteira mas que lá, aos custos locais, não têm condições de acesso ao ensino de graduação).
No Brasil 2010 foi um ano muito bom e ainda muito melhor do que o de 2009, quando a crise também afetou essa indústria do conhecimento. Nos ano que passou a conta chegou aos R$ 2,2 bilhões em mensalidades para os 973 mil alunos matriculados no País. Fazendo as contas, são quase R$ 2,3 mil em investimento por aluno/ano. Suponha que um curso "regular" tenha uma mensalidade de R$ 400,00, ao multiplicar por doze veremos quanto é essa importante economia para quem faz uma graduação via internet; e se imaginarmos que no curso tradicional-presencial há custos de deslocamento, lanches, roupas (em casa ninguém vê você repetir a mesma roupa na semana...) e as saídas na sexta-feira depois da aula (bem que tem gente que não espera nem chegar a sexta-feira), a conta final fica muito elevada.
E, se isso parece pouco, a expectativa ou a previsão é do Brasil alcançar a marca dos 15 milhões de alunos nos próximos anos. Isso mesmo, de multiplicar essa conta por quinze: significa que, mantidos os valores atuais, a EAD movimentará cerca de R$ 33 bilhões.
E aqui no nosso Rio Grande do Norte? Quanto já investimos em EAD com os cursos e instituições locais? Difícil de avaliar e de precisar, pois o ensino a distância exige uma regra básica, a escala; ou seja, o investimento somente será rentável se houver grande número de alunos. Fatalmente, então, os grupos locais estarão a fazer parcerias com grandes grupos nacionais.
Hoje o MEC fiscaliza com mais rigor os diferentes cursos anunciados; mas o mercado ainda ficou desconfiado da quantidade de cursos "semi-presenciais" e os diferentes "pólos de ensino a distância" em praticamente todas as cidades mas que depois, em alguns casos, revelaram-se ilegais (não tinham autorização para todos esses "pólos" de apoio em tantas cidades).
Mas, é e será mais ainda inevitável o ensino a distância. O EAD, também utilizado como suporte de treinamentos profissionais, torna-se cada vez mais visível e real; com as novas tecnologias surgindo e as facilidades de acesso, o caminho revela-se irreversível. E, se o projeto de estender a banda larga para todo o país de forma extremamente disponível para toda a população acontecer, não haverá dúvidas: a figura da "Tia" será mais uma lembrança familiar e o mouse uma companhia sempre presente na educação de todos. Mas, com o EAD o professor não será eliminado ou a "cola" dos alunos não será necessariamente maior; se a rentabilidade for tal como imaginada pelo mercado, mudará o formato e o acesso à informação, mas o conhecimento permanecerá essencialmente algo pessoal e intransferível quanto à sua internalização: nenhum computador ou EAD será capaz de produzir uma lavagem cerebral para replicar o conhecimento humano.
E, se você ainda acha que as previsões são muito futuristas, muito distantes, lembre-se que essa juventude que entrará em 2011 nas faculdades e universidades já nasceu sabendo o que é um computador. O mundo virtual, para essa novíssima geração, é bastante real.
Otomar Lopes Cardoso Junior
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
2011 "COMEÇARÁ COM PERSPECTIVAS DE MAIS DESPESAS PARA PROPRIETÁRIOS DE VEÍCULOS NO RN"
Em 30 de janeiro do ano passado postei essa info, aqui mesmo (veja abaixo). Foi mais de um ano sem muitas notícias, até chegar a cobrança dos R$ 113,00 por carro. A reclamação, não poderia ser diferente, é grande!
PS: imaginei que a cobrança seria ano passado, mas o primeiro ano seria dispensado para a gente ir se acostumando com a nova taxa...
2010 COMEÇARÁ COM PERSPECTIVAS DE MAIS DESPESAS PARA PROPRIETÁRIOS DE VEÍCULOS NO RN
O "Programa de inspeção e manutenção de veículos em uso no Estado do RN", criado através da Lei 9.270, promulgada já quase no final do ano passado, cria, a partir de
A Lei ainda não foi regulamentada, embora já deveria estar em vigor no início deste ano; mas, como foi promulgada próximo ao mês de janeiro, a condição imposta de fiscalização "num período anterior máximo de noventa dias da data limite para licenciamento anual dos veículos", no mesmo dispositivo já há previsão de que "devendo no primeiro ano, ser dispensado tal prazo para sua realização".
A expectativa é que toda regulamentação e condições para realização aconteçam em 2010, mas deverá demorar um pouco! É que deverão ser instalados "centros de inspeção e certificação de veículos" e tais serviços serão executados "após o devido processo licitatório", que será sob regime de concessão.
Mas, a lei não diz onde devem ser instalados esses centros: quantos quilômetros os proprietários de veículos deverão percorrer até encontrar o mais próximo? Nem diz quanto isto custará a mais...
Agora é esperar a regulamentação e separar o dinheiro para essa nova taxa.
Ensino a distância cresce no Brasil
O ensino distância, mais conhecido pela sigla EAD, é o futuro da educação no Brasil, também. No mundo inteiro o crescimento da educação, da transmissão da informação e do processamento do conhecimento tem sido muito significo nos últimos anos (o México já foi um dos casos emblemáticos, principalmente pelos alunos daquele país que estão do outro lado da fronteira mas que lá, aos custos locais, não têm condições de acesso ao ensino de graduação).
No Brasil 2010 foi um ano muito bom e bem melhor do que o anterior. Nos doze meses passados a conta chegou aos R$ 2,2 bilhões em mensalidades para os 973 mil alunos. Faça as contas: quase R$ 2,3 mil por aluno/ano. Suponha que um curso "regular" tenha uma mensalidade de R$ 300,00, multiplique por 12 e veja quanto é a "economia" ao fazer uma graduação via internet; e, se você imaginar que no curso presencial há os custos de deslocamento, lanches, roupas (em casa ninguém vê você repetir a mesma roupa na semana...) e as saídas na sexta-feira depois da aula (bem que tem gente que não espera nem chegar a sexta-feira...)!
E, se isso parece pouco, a expectativa ou a previsão é do Brasil alcançar a marca dos 15 milhões de alunos nos próximos anos. Isso mesmo, de multiplicar essa conta por quinze e, mantidos os valores atuais, movimentar cerca de R$ 33 bilhões.
E aqui no nosso Rio Grande do Norte? Quanto já investimo em EAD com os cursos e instituições locais? Difícil de avaliar e de precisar pois o ensino a distância exige uma regra básica, a escala; ou seja, o investimento somente será rentável se houver grande número de alunos. Fatalmente, então, os grupos locais estarão a fazer parcerias com grandes grupos nacionais.
Hoje o MEC fiscaliza com mais rigor os diferentes cursos anunciados; mas o mercado ainda ficou desconfiado da quantidade de cursos "semi-presenciais" e os diferentes "pólos de ensino a distância" em praticamente todas as cidades; que depois, para alguns, revelaram-se ilegais pois criados sem amparo do MEC.
Mas, é inevitável o ensino a distância. O EAD também utilizado como suporte de treinamentos profissionais torna-se cada vez mais visível e real; com as novas tecnologias surgindo e as facilidades de acesso, o caminho será irreversível. E, se o projeto de estender a banda larga para todo o país de forma extremamente disponível para toda a população acontecer, não haverá dúvidas: a figura da "Tia" será mais uma lembrança familiar e o mouse uma companhia sempre presente na educação de todos.
Com o EAD o professor não será eliminado ou a "cola" dos alunos não será necessariamente maior; se a rentabilidade for tal como imaginada pelo mercado, mudará o formato e o acesso à informação, mas o conhecimento permanecerá essencialmente algo pessoal e intransferível quanto à sua internalização: nenhum computador ou EAD será capaz de produzir uma lavagem cerebral para replicar o conhecimento humano.
E, se você ainda acha que as previsões são muito futuristas, muito distantes, a nova geração que entrará em 2011 nas faculdades e universidades já nasceu sabendo o que é um computador. O mundo virtual, para essa nova geração, é bastante real.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
O fim das panteras no Brasil!
Se você já ficou preocupado com o título lembrando do velho seriado de TV que encantou muita gente há alguns anos (quanto tempo??), fique tranqüilo: essas panteras continuarão sendo renovadas e, para os mais saudosos, as cópias piratas e as reprises nos canais a cabo estão longe de serem extintas.
Mas, quem está acabando com as panteras no Brasil é o Ibama!
A partir de agora é proibida a reprodução de panteras aqui no nosso País. Quem tem a sua em casa que cuide direitinho, pois não terá mais direito a ter filhotes. O privilégio fica exclusivo para os jardins zoológicos. E somente eles. E mesmo assim, em condições de comprovação prévia para o Ibama de quem têm condições de abrigar os filhotes quando chegarem na idade adulta. Ou seja, os zoológicos terão que garantir o sustento de suas crias e nada de repassar a "pensão" para a conta de outros...
Quer dizer então que aqui no Rio Grande do Norte não teremos mais nunca a chance de ver (essas) panteras?
Claro que sim, há uma esperança; fraca, é bem verdade, mas uma remota possibilidade. Afinal, nós temos um jardim zoológico no Estado; um único, pouco conhecido e menos ainda visitado, na cidade de Mossoró, na universidade ali sediada. Mas, o perfil de animais é outro; dificilmente, teremos a possibilidade de ter uma pantera por lá. Filhotes então, nem pensar, só ligando a TV...
Otomar Lopes Cardoso Junior
IFRN e UERN ofereceram mais cursos a distância (EAD)
O IFRN e a UERN foram reconhecidas pelo Ministério da Educação como entidades públicas do Rio Grande do Noryte a oferecem ensino a distância nos próximos cinco anos. o sistema, mais conhecido como EAD, é um dos métodos de ensino que mais cresce em todo o mundo não somente na graduação mas também em várias modalidades de pós-graduação (onde também ocorre um misto de sistema "semi-presencial" com algumas aulas via EAD e outras presencias).
As instituições de ensino particulares já dominam esse mercado há mais tempo e têm cada vez mais se especializado nesse novo formato pedagógico, ainda estranho para quem sempre se acostumou e preferiu ter aula olhando para um professor "ao vivo" e não apenas numa tela ou telão; mas, inevitavelmente, é o futuro do ensino-educação que garante uma capilaridade de atendimento inimaginável há alguns anos. É claro que a prática precisa ser aperfeiçoada, pois se o método, com a tecnologia, já é dominada e facilmente incorporada, os resultados, ou seja, o aprendizado - e sua qualidade - ainda carecem de maior cuidado e avaliação.
Os pólos presenciais, aqui no Estado, de apoio ao ensino a distância estão em quase 20 cidades:
Apodi
Assú
Caicó
Caraúba
Ceará Mirim
Currais Novos
Extremoz
Grossos
Guamaré
João Câmara
Lajes
Luís Gomes
Mcau
Marcelino Vieira
Martins
Mossoró
Natal
Nova Cruz
Parelhas
Parnamirim
São Gonçalo do Amarante
São Paulo do Potengi
Resultado (esperado): condições para o ensino não devem faltar!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Exportações sem incidência de INPI ou PIS/Cofins
Exportações sem incidência de INPI ou PIS/Cofins
"Não se exporta imposto" é a máxima do comércio exterior que vem sendo aplicada constantemente como "política de incentivo" às exportações brasileiras. O princípio é bastante simples: o comprador no exterior não é contribuinte brasileiro e, portanto, não deve pagar impostos nem mesmo indiretamente.
Elimina-se também, o INPI e o PIS/Cofins das exportações brasileiras, devidamente regulamentadas e fiscalizadas pela Receita Federal. E amplia-se a insenção do IPI para a venda direta, para alguma empresa comercial exportadora (trading) ou ainda para os chamados recintos alfandegados (não somente nas áreas primárias de exportação, mas também nos "portos secos" e, futuramente, nas ZPE-Zona de Processamento de Exportação"). A regra vale também para o PIS e Cofins.
Já isento do ICMS (Lei Kandir), o produto brasileiro fica cada vez mais competitivo quanto menor a carga tributária na exportação; o que atrapalha mesmo, e muito, é o dólar que "insiste" em não prestigiar nossos exportadores...