segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mossoró ganha curso de Enfermagem

O MEC autorizou mais um curso para a cidade de Mossoró. Desta vez a chamada graduação “plena” com o curso de Enfermagem autorizado para a Universidade Potiguar-UnP.

O curso tem uma oferta importante de vagas: foram autorizadas 560 vagas anuais. Provavelmente, com a chegada do novo curso, deverá atrair público-alvo do interior do Estado mas também do vizinho Ceará; e deverá diminuir a concorrência para o próximo vestibular da UFRN.

Novo curso de Gestão comercial, em Mossoró

O MEC autorizou mais um novo curso – presencial – para o Rio Grande do Norte: Mossoró já poderá iniciar 2012 com a turma de Gestão comercial no formato graduação tecnológica (menor duração e mais focado: em geral 2 ou 2,5 anos tem sido o formato dos cursos no Estado).

Foram autorizadas 240 novas vagas anuais para a UnP (provavelmente divididas em duas turmas, uma em cada semestre).

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

FAS, em Currais Novos, obtém renovação do MEC

A FAS-Faculdade do Seridó teve o reconhecimento do MEC prorrogando a validade de suas atividades acadêmicas por mais cinco anos.



Atualmente, de acordo com o sítio da Faculdade, dois cursos estão disponíveis em graduação na cidade de Currais Novos: Ciências Contábeis e Turismo.

O risco do crédito do ao consumidor: o caso da Riachuelo

A Midway Financeira é a responsável pelo crédito aos consumidores da Riachuelo. Como toda e qualquer atividade que envolva crédito, o risco faz parte do negócio.

Para o grupo, não é diferente: dos 826.458 cartões emitidos pelo grupo, 97.721 estão com atrasos em suas faturas há mais de 181 dias: isso representa apenas 11,8% do total dos consumidores (aqueles que estão em dia correspondem a pouco mais de 70%).

Como o ticket médio atual é de R$ 124,11, ainda que os valores devidos não sejam esses, é possível imaginar um pouco o valor com “devedores duvidosos” – como são tecnicamente chamados: mais de R$ 10 milhões.
Em outras palavras, mesmo uma soma alta, é muito pouco impactante nos negócios da empresa!

Midway Financeira: um milhão de cartões de créditos em 2011?

A Midway Financeira, braço financeiro do grupo Guararapes/Riachuelo tem como meta encerrar o ano de 2011 com a emissão de 1 milhão de cartões de créditos, em parceria com as bandeiras Visa e Master.

Até o mês de setembro a contagem tinha chegado aos 690 mil “plásticos” como diz a empresa. Mantido o ritmo de sua proporcionalidade, chegariam a 920 mil cartões; é possível que a meta, com as vendas do final do ano – sempre aquecidas – possam contribuir para o patamar do milhão.

Em 2011 a receita dessas operações foi de R$ 424,2 milhões com um substancial crescimento de 50,1% em relação aos também nove primeiros meses do ano passado (R$ 282,6 milhões). No final das contas, o lucro com essas operações, nesse ano, correspondeu R$ 81,1 milhões com um incremento de 42,5% em relação a 2010.

Mais uma integração das atividades do grupo: produz (Guararapes) para ela mesmo vender (Riachuelo) e ela mesmo financiar (“plásticos”). Falta algo mais?

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Como seria a IG do “Melão de Mossoró”?



Após a análise do pedido de indicação geográfica-IG para o Melão de Mossoró será preciso trabalhar a marca para identificação fácil e rápida pelo consumidor.

Para ilustrar as atuais IGs brasileiras já certificadas, seguem as opções escolhidas (algumas bem criativas, como o queijo Serro – até o desenho vem no formato do queijo – mas, outras meio “sem graça”...).









Indicações geográficas: melão de Mossoró primeiro candidato do RN

O melão de Mossoró é o primeiro “candidato” a obter o registro oficial de IG ou indicação geográfica, concedido pelo INPI-Instituto Nacional da Propriedade Industrial. O reconhecimento, caso seja concedida a IG, tem validade internacional e passa a ser uma certificação diferenciadora dos demais produtos.

Mas, é bom lembrar: o simples registro e a concessão da IG não garantem imediatamente nenhum diferencial no mercado. Continua sendo a qualidade do produto seu maior diferencial e será a sua identificação e associação pelo consumidor com a qualidade que “validará” o IG no mercado. Em outras palavras, o IG é um “selo” que cria um diferencial mas não garante no mercado preços melhores.

É bem verdade que é um referencial, uma marca registrada de um processo ou procedimento de produção. Mas precisa de continuidade no bom trabalho já desenvolvido; no caso do melão de Mossoró será uma continuidade de um produto que já conquistou há tempos o mercado internacional.

E para aqueles que produzem melão mas não terão o label “melão de Mossoró”, é correr atrás do prejuízo.

No Brasil já há 15 IGs concedidas. E outras 22 em avaliação. No Nordeste, para frutas, a primazia da IG coube aos produtores do “Vale do Submédio São Francisco” com a uva de mesa e a manga. Veja a lista de registros protocolados no INPI (atenção: a lista é exclusiva para produtos brasileiros e não contempla as validações/reconhecimentos internacionais no Brasil):

Indicações geográficas concedidas: 15
Região do Cerrado Mineiro (café)
Vale dos Vinhedos (vinho e espumante)
Pampa Gaúcho (carne bovina e seus derivados)
Paraty (cachaça)
Vale do Submédio São Francisco (uva de mesa e manga)
Vale dos Sinos (couro)
Região da Serra da Mantiqueira (café)
Litoral Norte Gaúcho (arroz)
Pinto Bandeira (vinho e espumante)
Pelotas (doces tradicionais e confeitaria de frutas)
Região do Jalapão (artesanato em capim dourado)
Região da Costa Negra (camarão)
Serro (queijo)
Goiabeiras (panelas de barro)

Em avaliação: 22
Alta Mogiana Speciality Coffees (café)
Norte Pioneiro do Paraná (café)
Paraíba (algodão)
Região de Salinas (cachaça)
Linhares (cacau)
Canastra (queijo)
Região Pedra Carijó Paduana (gnaisse)
Região Pedra Madeira Paduana (gnaisse)
Região Pedra Cinza Madeira (gnaisse)
Região Pedra Cinza Paduana (gnaisse
Cachoeiro de Itapemirim (mármore)
Vale do Vinhedos (vinho e espumante)
Vale de Uva Goeth (vinho)
São João del-Rei (artesanato em estanho)
Cerrado Mineiro (café)
Franca (calçados)
Pedro II (opala e joias artesanais)
Manguezais de Alagoas (própolis)
Porto Digital (tecnologia)
São Tiago (biscoito)
Divina Pastora (renda)
Mossoró (melão)

Brasinox repete prejuízo contábil em 2010

Se por um lado o patrimônio imobiliário da empresa vai vem (quase R$ 70 milhões), na atividade-fim o resultado ficou diferente do desejado: prejuízo em 2010, repetindo o mesmo destino de 2009. Em 2010, R$ 786,5 mil maior do que o do ano anterior, de R$ 589,3 mil.

Com forte queda no faturamento/vendas em 2010 (R$ 1,3 milhão ante R$ 1,7 milhão em 2009) a empresa tem a vantagem de não indicar débitos originários de empréstimos bancários.

Mas, ao verificar o acumulado histórico da empresa, o montante dos prejuízos é elevado: R$ 22,3 milhões até o momento. Bom momento para redução do patrimônio e venda de áreas (ou já houve em 2011)?

Brasinox, patrimônio de R$ 70 milhões

A Brasinox publicou seu balanço patrimonial dos anos de 2010 e 2009.

O patrimônio declarado enquanto “imobilizado” está dividido essencialmente em “terrenos” e “edificações e instalações industriais”. Enquanto as construções somam apenas... R$ 16,8 milhões, em terrenos a valorização é considerável: R$ 53,6 milhões! Um patrimônio significativo para uma empresa que não tem como atividade principal o setor imobiliário. A Brasinox, localizada em Parnamirim, no que foi um dia o Distrito Industrial daquela cidade, ocupa uma área extremamente valorizado nos dias atuais: é para lá que Natal tem crescido, às margens da BR-101, nos imites da vizinha Parnamirim.

A finalização do prolongamento da Prudente de Morais projetaria ainda mias aquela área da Brasinox no mercado imobiliário. Mas, pelo valor indicado no balanço, outros terrenos devem ser de propriedade da empresa; ou então, a extensão do imóvel onde está a fábrica vai muito além na direção do “interior” da BR (deve ser um terreno, diria, “compridão”!).

Quanto rendeu para quem apostou no dólar em 2011?

Continuando o raciocínio anterior, quanto seria o rendimento financeiro dessa “aplicação” em moeda dólar? Veja a diferença em função da mês de referência:

Janeiro – 13,3%
Fevereiro – 13,7%
Março – 15,4%
Abril – 22,2%
Maio – 31,8%
Junho – 35,9%
Julho – 50,8%
Agosto – 68,7%
Setembro – 77,3%
Outubro – prejuízo!
Novembro – 90,1%

O cálculo foi baseado no valor do dólar entre o primeiro dia útil de cada mês e a cotação de 20 de dezembro. Foi mensurado o rendimento para o período, a taxa dividida nos respectivos meses de diferença e, novamente, anualizada (12 meses de juros). Assim, entre janeiro e dezembro a diferença foi de 12,%, o que significa (em 11 meses) uma taxa mensal de 1,045% - em 12 meses corresponderia aos 13,3% acima indicados. Outro exemplo: quem comprou dólar em agosto teve uma diferença positiva de 19,0% até dezembro: como são 5 meses de intervalo, em um ano isso significa 68,7% de juros.

Resumindo: quem deixou para “investir” em dólar no final do ano fez a melhor opção (exceção feita ao mês de outubro).

Em qualquer das demais situações superou todas as expectativas: ninguém acreditava, no início do ano, que o dólar saísse do lugar e tivesse uma mudança tão grande; ninguém seria capaz de apostar no dólar a R$ 1,80 ou algo mais, nem o mais otimistas dos exportadores.

Quem apostou no dólar em 2011? (1)

Quem apostou na alta do dólar em 2011 como “aplicação financeira” teve, em geral, uma boa surpresa não antes sem alguns sustos pela variação, o sobe-e-desce de alguns meses que fizeram o dólar sair de perto de R$ 1,50 para R$ 1,88: mais de 25% de mudança de patamar em menos de 12 meses.

Mas, quem apostou no dólar ganhou alguma coisa?

Fiz um levantamento – apenas para ilustrar – com a seguinte hipótese: se alguém decidisse comprar dólares no dia primeiro útil de cada mês e, na terça (dia 20) resolvesse vender tudo o que havia comprado, o que aconteceria? Ganharia ou perderia? Muito ou pouco? É claro que o mercado financeiro não age assim e as especulações sobre a moeda envolvem outras negociações e variáveis, mas nos mostra o quanto pode ter um sido bem sucedido quem comprou – e vendeu – na hora certa.

Para efeito de facilitação do cálculo, os valores utilizados foram a PTAX do valor de compra da moeda norte-americana (taxa média do dia estipulada pelo Banco Central) . A cotação foi a seguinte:

Janeiro – R$ 1,6502
Fevereiro – R$ 1,6623
Março – R$ 1,6619
Abril – R$ 1,6186
Maio – R$ 1,5739
Junho – R$ 1,5870
Julho – R$ 1,5591
Agosto – R$ 1,5543
Setembro – R$ 1,6032
Outubro – R$ 1,8804
Novembro – R$1,74990
E finalmente, 20 de dezembro – R$1,8501

Nessa sequência somente perderia quem tivesse realizado sua compra no primeira dia útil de outubro. Para todos os demais, se alguém tiver “aplicado” em dólar fecharia o ano com uma boa vantagem.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

RN & Coreia do Norte: comércio exterior (como era de esperar) muito fraco

Com a morte do ditador da Coreia do Norte o país passou o ser o centro de atenções, sobretudo quanto ao futuro de suas relações diplomáticas (e bélicas). Fui pesquisar quanto ao comércio internacional com o Brasil: nada de muito animador nem de muito dinâmico em termos de negócios...


A última exportação do RN para a Coreia do Norte foi em 2006: vendemos 864 camisetas estilo “t-shirt” no valor total de US1.735 (será que era “ano eleitoral” por lá?...). E entre 2001 e 2011 o Rio Grande do Norte conseguiu exportar US 8.203, tudo também em “t-shirts”.

Já as importações do Estado são 'bem mais movimentadas":
2011 (até novembro) – US 1.800: monitor
2010 – US 30.000: ecógrafo
2009 – US 181.887: válvulas e tubos de ferro/aço

No Brasil a parceria comercial é bem maior, mesmo se nossas exportações sejam absolutamente incipientes no contexto geral; veja as vendas do Brasil para aquela país:
2011 (até novembro) – US 14,2 milhões
2010 – US 21,5 milhões
2009 – US 82,6 milhões

Nas importações também nada muito empolgante:
2011 (até novembro) – US 45,3 milhões
2010 – US 121,1 milhões
2009 – US 95,7 milhões

Quantas estatais tem o Brasil?

As privatizações tiveram seu ciclo no Brasil e hoje não estão mais no programa do Governo Federal. Apesar do debate que de vez em quando vem à tona, ainda há um número importante de estatais no País: 121.

Algumas dessas estatais conhecidas do público potiguar (Codern, Caixa, Banco do Brasil, Bndes, Petrobras etc); outras com suas subsidiárias e divisões que ampliam esse número (setor financeiro da Caixa ou do Banco do Brasil, divisão geográfica da Eletrobrás ou , ainda, distribuição acionária/setorial da Petrobras).

Algumas delas não, acho, menos conhecidas: Petrobrás Negócios Eletrônicos, Petrobras International Finance Company, 5283 Participações Ltda, Brasilian (com “s” mesmo) American Merchant Bank ou Cordoba Financial Services GmBH.

A distribuição das estatais por atividade é assim apresentada pelo Ministério do Planejamento:

Setor de energia elétrica (grupo Eletrobrás) = 17
Setor de energia geral = 1
Setor de petróleo, derivados e gás natural (grupo Petrobras) = 40
Setor de transportes = 12 (sendo 8 hidroviário, 3 ferroviário e 1 aeroviário)
Setor financeiro = 18
Outros setores = 33

“Paraísos fiscais” também investem no Brasil

O Censo 2011 do Banco Central sobre capital estrangeiro investido no Brasil aponta um total de US 660,5 bilhões aplicados com a liderança da Holanda (US 169,5 bilhões), Estados Unidos (US 125,4 bilhões) e Espanha (US 79,5 bilhões).

Mas, há outros dados interessantes entre os vintes países com maior volume de investimento: paraísos fiscais ou centros bancários financeiros (sigilo sob forte proteção) também aparecem:

Em 4º lugar – Luxemburgo, com US 33,1 bilhões
Em 11º lugar – Ilhas Cayman, com US 14,8 bilhões
Em 14º lugar – Bermudas, com US 8,1 bilhões
Em 19º lugar – Ilhas Virgens Britânicas, com US 6,4 bilhões

Juntos, esses países “investidores” detêm cerca de 9,5% do capital estrangeiro no Brasil.

Eventualmente... você conhece alguma multinacional com sede em Luxemburgo? E aqui mais perto, nas Ilhas Cayman, Bermudas ou Ilhas Virgens Britânicas? Encontrar cidadãos desses países “circulando” já é pouco comum, imagine grandes empresas desses países!

Brasil, país globalizado: US 660,5 bi em capital estrangeiro.

O Censo de capitais estrangeiros do Banco Central, divulgado na semana passada, traz alguns números interessantes da economia internacional no Brasil. Um deles revela quanto o País é dependente de capital estrangeiro para seus investimentos na iniciativa privada; diz o relatório que “O estoque total de IED apurado pelo Censo 2011, na data-base 31 de dezembro de 2010, atingiu US$660,5 bilhões, o equivalente a 30,8% do PIB”.

Evidentemente que são comparações distintas, não é possível dizer que quase um terço do nosso PIB pertence a estrangeiros... Um dado é o estoque – o Censo do capital acumulado – o outro refere-se à contribuição da riqueza gerada em apenas um ano – o PIB.

Mas, é possível ver o quanto nossa economia está globalizada: numa hipótese inviável economicamente, mas ilustrativamente possível, se os investidores estrangeiros decidissem tudo vender e repatriar o seu capital, nosso PIB despencaria...

Em conclusão, os dados mostram que a economia brasileira está mais do que nunca globalizada (de acordo com o Censo 2011 houve um aumento de mais de 250% em relação ao último Censo, em 2006). Dependemos da economia internacional e de seus investidores.

Uma crise lá fora nos afetará sensivelmente. Para que a economia brasileira cresça, mais do que nunca, dependemos da “riqueza” externa: se eles estiverem bem por lá, ficaremos bem aqui; ou, na verdade, melhor do que eles.