quinta-feira, 7 de junho de 2018

Um novo mercado para a cajucultura

A merenda escolar do RN vai "ganha" um novo ingrediente a partir de agora, com a publicação da Lei 10.364, de 24 de maio, que estabelece que o "Fica o Poder Executivo [fica[ autorizado a incluir 5% (cinco por cento) de produtos derivados da cajucultura, desde que haja disponibilidade no mercado local, na merenda escolar fornecida aos estudantes da rede pública do Estado do Rio Grande do Norte durante o ano letivo".

Apesar do longo período de seca e da crise na produção, insuficiente até mesmo para a exportação, a alternativa está focada no pequeno produtor, "prioritariamente, da agricultura familiar".

Não será por falta de previsão legal que a merenda escolar do RN terá um ingrediente local, se é que ainda não fazia parte do cardápio.

Dólar em alta, bom para turismo

O dólar atingiu, ontem (6/6) a maior cotação desde março de 2016, R$ 3,8371, apesar das intervenções do Banco Central na tentativa de conter a evolução do preço da moeda norte-americana. Esta alta também é reflexo da recente greve dos caminhoneiros e das incertezas econômicas na Petrobrás, além das incertezas políticas com as negociações.

Este aumento pode trazer alguma vantagem para o turismo no Rio Grande do Norte com os estrangeiros que, nas últimas semanas, ficaram "mais ricos" em Reais.

Para quem já estava com viagem marcada e com o orçamento definido, nada muda; mas, para quem estava na dúvida onde passar as férias de verão – europeu –, esta alta das moedas estrangeiras pode ajudar na escolha do destino: nas últimas semanas o Brasil ficou pelo menos 20% "mais barato" para o turista europeu.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

243 projetos (em eólica) para o leilão A-6

A primeira etapa de participação no leilão A-6 de 31 de agosto é o cadastramento de projetos.

No Rio Grande do Norte foram registrados 243 projetos, uma oferta prevista de 7.160 MW. Estes números representam pouco mais de 25% do total de projetos cadastrados no País (um total de 926 projetos para 27.058 MW).

Considerando a localização privilegiada do Estado em relação à constância e velocidade dos ventos, não havendo nenhuma surpresa no edital da Aneel, o Rio Grande do Norte será o grande "vencedor" do leilão.

É grande a expectativa do RN para o grande leilão de 2018 de energia

Está marcado para 31 de agosto o grande leilão A-6 da Aneel não somente pela quantidade de projetos cadastrados mas também pela aposta na retomada da economia nos próximos anos e uma maior demanda a médio prazo. Os novos projetos devem entrar em funcionamento a partir de 2024.

É grande a expectativa do RN neste leilão pois, finalmente, o gargalo que impedia a participação de projetos foi destravado. Depois de várias tentativas da Aneel em licitar um trecho de uma linha de transmissão Campina Grande-Pau Ferro (PE), houve um vencedor no leilão realizado em 2017; com isto, a previsão é que até 2021 não haja mais impedimentos na geração de energias no Estado.

Como o escoamento estará garantido com a execução desta obra, fica a expectativa para que a Aneel confirme o compromisso de considerar totalmente livre de a produção de energias no RN; nos últimos leilões, como não havia "margem" de escoamento da produção centenas de projetos foram prejudicados.

O edital (ainda a ser publicado) deverá confirmar o retorno do RN aos leilões de energias renováveis. Atualmente, o Estado é detentor do maior número de parques eólicos em funcionamento no Brasil.


domingo, 3 de junho de 2018

Quanto representa (no bolso) a economia de R$ 0,46 no diesel?

A nova "tarifa" do diesel, após a catástrofe gerada pela greve de caminhoneiros, significará uma redução de R$ 0,46 no litro do diesel.

Mas, quanto isto pode representar para os caminhoneiros?

Para um motorista autônomo que roda cerca de 10.000 km/mês e tem um consumo médio de 2,5 l/km (https://fretecomlucro.com/consumo-de-combustivel/), o que significa 4.000 l/mês, o ganho adicional na renda chegará a R$ 1.840,00. Sem dúvida, uma boa remuneração extra em um momento em que outras categorias profissionais estão apenas recompondo seus salários face à crise e aos índices de desemprego.

Agora imagine uma transportadora ou uma grande empresa que tenha 50 caminhões em sua frota: serão mais de R$ 90 mil/mês na redução de seus custos e cerca de R$ 1,1 milhão no ano!

Vamos torcer que estes custos menores possam ser revertidos em novas contratações e/ou em novos investimentos. A economia brasileira (leia-se, menor inflação) agradecerá!



sábado, 2 de junho de 2018

Novo prazo (mais um) para o CAR-Cadastro Ambiental Rural

O Governo Federal prorrogou o prazo para inscrição obrigatória no CAR-Cadastro Ambiental Rural: agora, a data final será 31 de dezembro de 2018, de acordo com o Decreto 9.395 do último 30 de maio.

 

Este já é o quarto prazo!

 

O primeiro já constava da Lei 12.651, de 25 de maio de 2012.

 

Mas, em junho de 2016, com a Lei 13.295, ocorreu a primeira prorrogação: para 31/12/17

 

E, já no finalzinho do ano passado, em 29/12, o Decreto 9.257 estendeu o prazo para 30 de maio deste ano.

 

De acordo com dados divulgados pelo Idema, no Rio Grande do Norte o índice de registros (que é obrigatório) está em 88,5%.

 

 


Você tem ações da Petrobrás?

Se você tem ações da Petrobrás e tinha escolhido a empresa acreditando que seria um daqueles investimentos seguros, sem muita "emoção", prepare-se para uma semana em que o previsível será, justamente... a imprevisibilidade!

 

A queda do preço das ações em um único dia, de cerca de 15%, nesta sexta-feira 1º de junho, superou todas as expectativas de cenários para o final da greve dos caminhoneiros.

 

A empresa ainda tem sólida capacidade de investimento e credibilidade no mercado. Mas, para o Rio Grande do Norte que busca valorizar a produção de petróleo nos poços maduros e que acabou de ter propostas vencedoras no leilão da ANP para a bacia Potiguar, qualquer percalço nas empresas que investem no Estado deve ser acompanhado com atenção.

 

Se você tem ações da Petrobras, continue a investir. O RN agradecerá.

 


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Kalunga em Natal: quanto renderá cada funcionário

A Kalunga está se instalando em Natal com duas novas lojas (Midway e Natal Shopping). A empresa, que já tem 40 anos de experiência, é bem mais conhecida em São Paulo e, de forma mais ampla quando tornou-se patrocinadora de um grande time de futebol e sua marca estampada nas camisas do clube alcançaram grande visibilidade nas transmissões dos jogos!
 
Demorou para chegar em Natal mas chegou com muita disposição!
 
Com expectativa média de faturamento mensal de R$ 900 mil/mês por loja isto significa que pretende abocanhar parte importante de um mercado que está, por exemplo, concentrado no Alecrim com as diversas e tradicionais papelarias. Vai concorrer também com outra importante empresa local: a Miranda na área de suprimentos de informática.
 
Como cada loja terá 19 funcionários (entre vendedores, apoio e gerência) significa que na média cada um deles deverá "vender" cerca de R$ 2,5 mil/dia, se consideramos apenas os vendedores (já a média de retorno por funcionário em cada loja será em torno de R$ 1,6 mil/dia).
 
Parece muito, parece pouco? Para quem é empresário basta fazer a comparação com sua empresa.
 

sábado, 23 de setembro de 2017

A economia do RN é “estatal”?

O IBGE-RN divulgou que 35% da massa salarial do Estado tem como origem o poder público, como foi publicado na Tribuna do Norte ("35% da massa de rendimentos do RN vem do funcionalismo").
 
Este é um dado bastante grave em qualquer economia: uma cidade ou um estado não deve depender do poder público (salários) para que possa haver consumo e girar, por exemplo, o comércio ou o setor de serviços.
 
Se considerarmos que há muito tempo os governos estadual e municipais não realizam grandes concursos públicos, significa que este indicador no RN foi ainda maior na última década. Para utilizar como exemplo a cidade de Natal, antes da crise internacional de 2008 a quantidade de investimentos aqui aplicados foi muito impactante, a tal ponto que a urbanização da cidade foi modificada: mais expansão em novos bairros, crescimento populacional de Parnamirim, verticalização, turistificação intensa de Ponta Negra etc. Foi um período de expansão da economia na Grande Natal, o capital privado fazendo sua parte,
 
Agora, com a nossa crise interna desde 2014 o poder púbico perdeu sua capacidade de investimento e consequentemente de contratações de novos servidores e até mesmo de adequação salarial, seja até mesmo com a simples recuperação da inflação, sem mencionar a quase impossibilidade de aumentos reais de salários.
 
Em tempos de crise, geralmente, a economia volta-se para o Estado; ultimamente, no entanto, é o inverso, a solução está na iniciativa privada. Regras da economia, regras de mercado.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Um porto sazonal

O Porto de Natal apresentou ontem a nova linha de transporte para a Europa, ligando a capital potiguar à cidade espanhola de Algeciras, tradicional porto de destino da produção potiguar.
 
Com a sazonalidade da exportação de melão retomada, a empresa francesa decidiu ampliar a oferta de seus serviços para o Velho Continente.
 
A dificuldade, na verdade, ocorre no final do primeiro trimestre de cada ano quando a produção de frutas fresas no Estado começa a entrar em sua reta final e a demanda de serviços de frete cai consideravelmente; o Porto volta à sua tranquilidade, à espera do início da próxima safra.

“Casa das palavras”: um (também) complemento às livrarias

O projeto "Casa das palavras" obteve a aprovação de incentivos da Prefeitura de Natal por meio do programa Djalma Maranhão. A decisão municipal foi oficializada nesta quarta-feira (mas não informa valores, apenas a inclusão do projeto da empresa Oficina de Notícias Ltda).
 
A proposta, que já está em funcionamento em diferentes cidades do RN, com maior presença em Natal, tem como um dos resultados estimular a leitura com a instalação das chamadas "minibibliotecas".
 
Em tempos de fechamento de livrarias no Brasil, fenômeno que apenas se acelera em tempos de crise, com a leitura eletrônica, estimular a leitura também é uma forma de favorecer a atividade econômica.
 
Nas "minibibliotecas" os livros são disponibilizados em locais públicos e são de acesso livre, ou seja, quem tiver interesse pode pegar o livro. Os livros, em regra, são doados por pessoas que não têm mais interesse naquela leitura; assim, em vez de jogar fora o livro, deixam nas "minibibliotecas" como forma de doação.
 
Felizmente Natal ainda "resiste" com algumas livrarias presentes em seus principais shoppings, mesmo a concorrência com o mundo digital tornando-se cada vez mais difícil.
 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Menos voos, mais passageiros em Natal

Nos estudos que a Inframerica deve ter realizado para avaliar a receita quando decidiu entrar na concorrência para a construção e a gestão do Aeroporto Internacional de Natal, certamente no não poderia imaginar, para os voos internacionais, o resultado das estatísticas verificadas agora: entre janeiro e agosto de 2017 houve menos voos e, no entanto,... mais passageiros do que no mesmo período de 2016!
 
Veja os números (para os meses janeiro à agosto):
# Voos internacionais (2017): 358
# Voos internacionais (2016): 404
 
# Passageiros de voos internacionais (2017): 59.287
# Passageiros de voos internacionais (2016): 55.635
 
Embora seja um aspecto curioso e aparentemente pontual, quando a comparação ocorre com o mesmo período em 2015 constata-se uma nítida melhor nos tempos atuais:
# Voos internacionais (2015): 316
# Passageiros de voos internacionais (2015): 49.465
 
O aumento nestes últimos dois anos foi de 13,3% para o número de voos e de 19,9% para o número de passageiros. Como não há dados detalhados dos aviões e de sua capacidade de acomodação ou tivemos uma melhor ocupação das aeronaves ou as empresas estão utilizando maiores equipamentos.
 
Qualquer que seja a razão, o fato é que há uma melhora na movimentação dos embarques-desembarques internacionais, fator que auxilia as contas da Inframerica que não estão todas "no azul" para o nosso aeroporto. Melhor "torcermos" por um resultado econômico favorável para que haja menor pressão sobre as tarifas públicas de embarque e sobre os preços (salgados) praticados pelos prestadores de serviços (exemplo que todos conhecemos com o elevado preço do estacionamento).
 
Um último dado relevante nesta avaliação de perspectivas: em 2017 a média tem sido de 166 passageiros por aeronave, foi de apenas 138 em 2016, mas 157 em 2015 (sempre para o mesmo período). O ano de 2017 está sendo, neste item, o de melhor resultado para a economia regional.
 
 
 

Algum acionista da Alpargatas em Natal?

Se o fechamento da última unidade de produção da Alpargatas no Estado trouxe transtornos para o RN, talvez alguns norte-riograndenses possam estar (ou ficar) mais animados com a confirmação da mudança do controle societário da empresa e a saída da "famosa" J&F do comando empresarial, vendendo todas as suas ações.
 
Com a transferência do controle empresarial e para cumprir com as exigências legais de uma S/A, os novos acionistas são obrigados a apresentar uma proposta concreta de OPA-Oferta Pública de Aquisição.
 
A obrigação de compra, ou seja, a oportunidade de venda, foi anunciada ontem e o preço indicado é mantido por prazo 30 dias: R$ 11,3390204697005 por ação ordinária (isto mesmo, com todas estas casas decimais!).
 
Eventualmente, um bom negócio. Para os acionistas; eventualmente.