segunda-feira, 3 de julho de 2023

Shein ou Shein

 

Outro dia li ou ouvi em algum lugar (não lembro onde) se o correto é pronunciar “xêin” ou “xáin”. Será que alguém ousaria apotiguasar o nome do novo parceiro potiguar? Curioso em saber como ficaria!

 

Obs: para quem não entendeu “apotiguasar”, é utilizar a linguagem local (da terrinha potiguar”); parecido com o aportuguesar.

Contratações

 

Com a produção informada da Shein na Coteminas em Macaíba, pelo volume de peças prometidas, muito provavelmente haverá necessidade de novas contratações; a dimensionar a partir do início da produção.

E será bom também para os fabricantes/vendedores de máquinas de costura. A “fila” de representantes e vendedores deve estar movimentando bem o setor de compras da fábrica.

 

Obs: sem esquecer o pessoal de manutenção das máquinas, dos serviços de transporte, de alimentação etc; movimentação intensa em breve em Macaíba, é a consequência do anúncio da Shein.

Menor concorrência, mesma Funcitern

 

No final, diminuirá a concorrência e para quem está estudando e saiu-se “quase bem”, melhor ainda pois saberá quais os temas deverá reforçar para a próxima prova da Câmara Municipal. A nova prova continuará sob responsabilidade da Funcitern.

O efeito “letras A”

 

O concurso em que a maior parte das respostas era a letra “a” será realizado novamente. Com uma novidade, as regras foram republicadas: quem se inscreveu e não quer mais fazer o concurso poderá solicitar de volta o valor da inscrição. E com uma boa novidade: não precisa justificar a desistência, basta solicitar o dinheiro de volta. Decisão meio justa, acho: quem não poderá fazer as provas na data nova estaria prejudicado, justo que receba de volta mas, quem vai desistir por ter visto que o desempenho foi fraco, talvez menos justo.

Famuse, vai começar

 

A Famuse, a feira de artesanato de Caicó que ocorre em paralelo com a Festa de Sant’Ann, já começou. Pelo menos nos preparativos para quem mora em Natal e pretende participar do evento: a Prefeitura está oferecendo 10 vagas, oito para artesãos individuais e as outras duas para representação de atividades classificadas como atuantes na economia solidária.

Novo gás

A nova tabela do preço de gás, comercializada pela Potigás, coloca a tarifa para o GNV em R$ 3,5212 (mês passado era R$ 3,4440), o maior valor desde o início de 2022.

Para o segmento residencial o novo preço é de R$ 5,4541 (mês passado era R$ 5,1726), a maior tarifa dos últimos 5 anos.

 

Obs: para consumo residencial a variação foi de 5,4%; para o GNV foi de 2,2%.


26.000 medicamentos

 

Outra infração constatada pela Anvisa, desta vez em Canguaretama. Fato antigo, de julho de 2019! De qualquer forma, a multa foi de R$ 2.500,00 por ter adquirido “aproximadamente 26.000 (vinte e seis mil) medicamentos, inclusive antimicrobianos, sem comprovação de destino, utilização e controle desses produtos, prejudicando a rastreabilidade do processo.”

Pelo tempo a Multiclínica Canguaretama Ltda já deve ter solucionado a situação.

 

Obs: infração foi registrada em 22 de julho de 2019; parece que somente agora foi concluído o processo.

Farinha Baiana

 A autuação da Anvisa foi de agosto de 2021, acha que já deve estar regularizada a situação. Mas, à época, indústria Primicias  do Brasil, recebeu multa de R$ 3.000,00 por “estar comercializando farinha de mandioca, marca Baiana, em desacordo com as normas sanitárias”.

O processo da multa, público, não esclarece qual ou quais normas estavam sendo descumpridas; espero que tenha sido algo simples.

Multa de R$ 2 mil

 

Aplicada pela Anvisa à Sociedade Vicentina de Assistência Social ou Casa de Idoso Luiz Gonzaga Bernardina. O motivo? “Persistência” na admissão de novos idosos, mesmo não havendo responsável técnico, quando da fiscalização. Não é bom isto.

Superávit primário

 

Na sexta-feira o Banco Central divulgou o resultado das contas públicas, com déficit primário de R$ 50,2 bilhões em maio.

Mas, nos últimos 12 meses houve um superávit primário: R$ 69,1 bilhões, considerando todas as contas públicas, Governo Central, governos estaduais e empresas públicas.

 

Obs: Qual a relevância? Quanto maior o déficit, maior o pagamento de juros e, portanto, menos dinheiro nos cofres públicos para atender às demandas da população.

domingo, 2 de julho de 2023

Opinião. Chile não faz fronteira com o Brasil

 

Na Geografia do Continente aprendemos desde cedo que o Chile não faz fronteira com o Brasil. Em um paralelo meramente ilustrativo, às vezes tenho a impressão que a rua Chile deixou de fazer “fronteira” com Natal, tão distante que a Ribeira está da vida diária da Capital e mais ainda, tão distante que a rua Chile está da movimentação de pessoas (e de veículos) na cidade.

 

Foi um tempo, quando a Ribeira dominava a cidade, a rua Chile tinha sua centralidade. Com um grande salto no tempo, tentou-se revitalizar aquela rua com a implantação de bares e as pinturas das fachadas, em uma parceria (publicitária) com as tintas Coral (acho foi com esta empresa), lá nos idos dos anos 1990. Depois, outro bom tempo, o terminal para turistas que foi construído ali no Porto seria a nova redenção da estreita rua.

 

Não houve mais movimento ou movimentação que integrasse a rua Chile. Claro, ainda há empresas e ainda há empregos por ali, mas não na mesma proporção nem na mesma intensidade dos últimos 50, 20 ou até mesmo 10 anos. Os tempos são outros.

 

Agora, a Prefeitura anuncia a desapropriação de dois prédios para transformá-los em repartições públicas. Ali por perto tinha o famoso Iplanat e ainda resiste o Arquivo Público Municipal. Não sei quem vai para lá, mas se for uma repartição com pouco atendimento ao público, a rua Chile continuará quase igual; se for um órgão com grande atendimento ao público, melhor reforçar o sistema de ônibus e prever, além da segurança pública, espaço para estacionamento.

 

Não sei se alguém já comentou sobre esta revitalização. Mas, na verdade, a revitalização passa por dois tipos de movimentos: de pessoas durante o dia (comércio, serviços etc) e de noite/finais de semana (residências). Sem residências, por exemplo, ainda que haja mais atividade empresarial ou sedes da administração pública, nada mudará nos sábados e domingos, os vazios permanecerão a cada semana; não seria uma efetiva revitalização.

 

O Chile não fará fronteira com o Brasil, pelo menos nenhum indicador da geopolítica que preveja esta mudança nas relações diplomáticas que envolva os dois países. Seria, aliás, uma mudança complexa e complicada.

 

A rua Chile talvez elimine a “fronteira” (leia-se, o distanciamento) com a cidade; também é algo complexo e complicado com o atual projeto mas, é um desafio e, como todo bom desafio, não se deve desistir sem, no mínimo, insistir. Muito, por sinal. É uma opinião.

sábado, 1 de julho de 2023

Uma ideia. Licenciamento terceirizado

 

O licenciamento ambiental no RN é conduzido, na maioria dos projetos e das cidades, pelo Idema. Órgão que tem mais atribuições legalmente definidas e pode melhor se organizar do que pequenos municípios em que, por exemplo, a criação de uma Secretaria do Meio Ambiente seria mais onerosa do que as taxas arrecadadaas com os licenciamentos: os custos inviabilizariam tal iniciativa.

No RN são 11 municípios habilitados, legalmente, para emitir licenças ambientais. Mas, em algumas situações, mesmo estes municípios, a competência continua sendo do Idema; da mesma forma, para algumas atividades e projetos a competência não é do órgão estadual, mas sim do Ibama.

 

É comum a reclamação de empresas que demandam as licenças ambientais. Algumas vezes pela chamada “burocracia” (muitas vezes a simples obrigação de comprovar os fatos e juntar os documentos), outras vezes pelo custo de elaboração da documentação (veja o caso dos postos de gasolina) e, ainda, pela demora na apreciação do processo.

 

E um dos motivos desta “demora” é o tempo que o processo fica sem movimentação dependendo de visita dos técnicos do Idema no local onde o empreendimento será erguido.

 

Em tempos de pandemia o mundo virtual tornou-se real: muitas reuniões e eventos foram virtuais e muita gente não precisou sair de casa para fazer compras.

 

No licenciamento ambiental o modelo tradicional permanece. A visita presencial é (praticamente) obrigatória e isto significa custo mas, mais importante ainda, tempo: tempo para ir até o local, tempo da viagem de volta e ainda tempo para incluir as fotos e relatórios. Quando, por exemplo, o local é mais distante da Capital, para otimizar a viagem reúne-se 1, 2, 3 ou mais projetos a visitar e, com isto, o tempo “aumenta”.

 

Daí, uma ideia: fazer parcerias com os municípios para que hajam visitas virtuais.

As prefeituras nomeariam alguém para ir ao local do empreendimento e fazer filmagens, para registro gravado, mas também monitorados virtualmente e on line, ou seja, em “sala de controle” alguém orientaria a condução das filmagens e faria as devidas perguntas. Com isto economizaria-se, pelo menos, o tempo de deslocamento, de ida e de volta. E, acredito muito, as prefeituras teriam maior interesse, afinal quanto mais cedo iniciar a atividade econômica, mas cedo serão gerados empregos e receita com os tributos.

Acho que todos ganhariam; principalmente o empreendedorismo potiguar. É uma ideia.

França, RN e MG

 

Neste mundo conectado de energias, os dois parques da francesa Total Energies no RN têm um contrato de fornecimento exclusivo com a mineira Cemig. Como diriam alguns, neste mercado isto “faz parte”.

Mais França no RN

 Pelo menos indiretamente.

Aqui já tínhamos dois parques eólicos (Maral e Terra Santa) com investimentos da Total Eren, uma empresa com participação no capital social da Total Energies. Agora, a empresa com sede na francesa, que detinha cerca de 20% do investimento no Brasil, comprou a totalidade das quotas.

Total Eren passa a ser 100% da francesa Total Energies. Nos dois parques no RN, quem sabe, o francês passará a ser uma segunda língua oficial.

Representação feminina

 

Ainda sobre a 3R Petroleum, entre a direção e conselhos de administração e fiscal, apenas 1 presença feminina é apresentada na página da empresa com informações aos investidores.

A potiguar Larissa Dantas (ex-Poigás), que está na Gerência de Relações Institucionais da empresa, ocupa outro grau de responsabilidade no gerenciamento das atividades da empresa.