segunda-feira, 1 de julho de 2024

Segunda-feira (1º de julho)

 

- Sindicatólica

- Patrimônio de Canguaretama

- Pesquisa grande

- Medalha da Abolição

- Bicicleta Brasil

- George Soares

- Bolsa-atleta

- Menos barulho?

- Greve ambiental

- Fala a Assmbleia

Fala a Assembleia

 

A Assembleia Legislativa do RN já tem sua TV Assembleia (desde 2008) e agora terá sua rádio FM (94,9 MHz) por enquanto com cobertura em Natal mas que deverá expandir-se em breve. Semana passada foi feito o anúncio, lá em Brasília, do novo formato de comunicação. Importante que tenha uma boa pauta para conquistar o público potiguar para que conheça mais a atuação dos deputados além de, claro, cobrar a atuação do parlamentar que o cidadão escolheu para representá-lo; o voto não pode “ficar” somente na urna, o eleitor deve acompanhá-lo durante todo o mandato. A direção da rádio ficará com o jornalista Gerson de Castro que, aliás, já é diretor da TV Assembleia.

Greve ambiental

 

Chegou a vez de funcionários do Ibama iniciarem sua greve. É sempre preocupante quando alguns órgãos diminuem seu atendimento pelo prejuízo que podem causar. Mas, por outro lado, é pleno o direito à greve. Para os servidores do Ibama já anunciaram que terão 10% dos servidores trabalhando no licenciamento e todos estarão disponíveis para as operações de resgate à fauna. Importante mas, acho que poderiam aumentar o efetivo para os licenciamentos, sem prejudicar a greve mas também sem prejudicar aos investidores que aguardam autorização para tocar os empreendimentos.

Menos barulho?

 

Com o fim das festas juninas será que haverá uma redução na poluição sonora? É que as festas são animadas, claro, mas  para quem mora perto de local de evento, são vários dias com muito som alto e, algumas vezes, as músicas iguais ou muito parecidas. Nos primeiro ou segundo dias deve ser bem interessante, mas depois de uma semana acho que gera um certo cansaço. Eventualmente poderia haver uma regra limitando o som dos shows que, não entendo a razão, são sempre no maior volume possível, como se não fosse possível escutar música e divertir-se com um nível de ruído mais educado. E como alguns continuarão a programação por mais dias e transformarão o mês julino em mês junino, resta ter paciência.

Bolsa-atleta

 

Saiu o resultado do Bolsa-Atleta no Estado. Foram 73 contemplados, resultado das inscrições em várias categorias e várias modalidades. Não tenho como reproduzir todos os nomes aqui, mas vou destacar alguns deles, em modalidades esportivas menos comuns na listagem. No surf foi contemplado Israel Junior da Silva, na bocha (bolsa na categoria nacional) foi Iuri Tawan Saraiva da Silva e no xadrez, categoria estudantil, foram 2, Igor Fernando da Silva e Luiza Karolyne Dantas Barbosa.

 

Obs: Foram 10 bolsas na categoria internacional. Vamos ficar de olhos nestas modalidades: atletismo e  halterofilismo,  com 3 atletas em cada um destes esportes, e ginástica rítmica  judô, surf e taekwondo.

George Soares

 

Georges Soares ainda é Deputado Estadual. Foi eleito semana passada para integrar o Tribunal de Contas. Não sei quando será sua posse – que será muito prestigiada – nem se acontecerá antes da sanção governamental de dois projetos de lei de sua autoria que foram aprovados recentemente pela Assembleia Legislativa. São duas iniciativas que visam homenagens: uma “denomina Maternidade Maria Carmo de Souza - Parteira Maringá a Maternidade do Hospital Regional Nelson Inácio dos Santos”  e a outra “denomina a Unidade Terapia Intensiva Gilberto Eliomar Lopes, a UTI do Hospital Regional Nelson Inácio dos Santos”. Como era de se esperar, o Hospital é em Assú.

Bicicleta Brasil

 

Esta ideia é do Governo Federal que editou um decreto para instituir o Selo do Programa Bicicleta Brasil visando promover as iniciativas de reconhecimento e valorização ao uso da bicicleta. Aqui em Natal, de certa forma, há este incentivo, se considerarmos as ciclovias que, em alguns pontos, parecem ter maiores espaços do que necessários aos usuários, que são poucos. Considerando que “o desenvolvimento de ações voltadas para a melhoria do sistema de mobilidade cicloviária” e “a inclusão dos sistemas cicloviários nas ações de planejamento espacial e territorial” são critérios para ganhar este Selo, em breve a Prefeitura de Natal deverá ser contemplada com a proposta.

Medalha da Abolição

 

Como seu nome já é uma pista, é isto mesmo, é uma medalha, digamos, mossoroense. Esta foi concedida, recentemente, pela Uern, que tem sede principal (onde funciona a Reitoria) lá em Mossoró. Foram escolhidos 3 homenageados, dois da própria Uern e um externo. Quem são? A irmã Zelândia (do Colégio Sagrado Coração de Maria),  Laplace Rosado Coelho (in memoriam, e ex-reitor da Uern), e Pedro Fernandes Ribeiro Neto (também  ex-reitor da Uern). A escolha foi na semana passada mas ainda não houve a solenidade de entrega. Aliás, a entrega está um pouco distante, será apenas em 28 de setembro e integrará o calendário comemorativo do aniversário da Uern. Quantos anos? 56.

Pesquisa grande

 

A UFRN e a Funpec estão executando uma grande pesquisa na área do turismo. Assinaram um contrato com validade até o final de 2027, no valor de R$ 3,2 milhões. Qual a finalidade? “Levantar e sistematizar informações sobre o desenvolvimento do turismo responsável, orientando destinos turísticos sobre a implementação de ações de gestão responsável e incentivando a adoção de boas práticas por gestores públicos e privados, comunidades e turistas”. Acredito que haverá relatórios parciais para amplo conhecimento desta pesquisa; considerando que foi assinado em dezembro do ano passado em breve teremos um diagnóstico parcial; importante, aliás, para a economia do RN.

Patrimônio de Canguaretama

 

A Prefeitura de Canguaretama vai ganhar, na verdade vai receber de volta, um imóvel que havia sido doado ao Patrimônio da União lá no distante ano de 2014. Considerando que a contrapartida – os chamados encargos da doação – não foi efetivada, as partes chegaram a um acordo para fim da doação. Fiquei na dúvida se era um imóvel e seu terreno ou apenas o terreno (aliás, nem tão extenso, menos de 500 metros quadrados). A saber agora se a Prefeitura receberá o imóvel e seguirá o plano de 2014; fiquei curioso em saber sua (nova) destinação.

Sindicatólica

 

É a sigla do Sindicato das Instituições Eclesiásticas Católicas dos Estados do Rio Grande do Norte, Alagoas e Pernambuco. Na verdade, está sendo criado, por isto a convocação para uma reunião no próximo mês, lá em Recife, para a formalização deste novo sindicato que, acho é novo em todos os sentidos, quanto sua criação e quanto sua representatividade. Fiquei curioso em saber a motivação, se alguma necessidade legal para receber recursos públicos, se algum defesa de categoria em particular ou se alguma necessidade formalização para participar de conselhos ou comitês públicos. Realmente, não sei. Quem pode participar deste Sindicato? Os membros patronais responsáveis pelas instituições eclesiásticas que possuem tal personalidade em conformidade com o Código de Direito Canônico. E quantos serão aqui no RN?

domingo, 30 de junho de 2024

Opinião. Cigarro cerveja e apostas

 

Sou do tempo em que as maiores propagandas no esporte eram dos fabricantes de cigarro. Era uma época, também, em que o esporte era muito masculinizado e fumar era algo “próprio” dos homens, as mulheres não eram muito bem aceitas, se fumantes. Depois foi a vez da cerveja e aí a propaganda se espalhou como nunca visto (ou se pensava como nunca visto). Era uma combinação tão inusitada quanto o cigarro, a de associar a cerveja aos atletas; mas tinha a desculpa, com a cerveja, de que era para associar à comemoração dos resultados, não necessariamente ao atleta (se bem que no Brasil tínhamos alguns atletas “bem” representativos da cerveja...).

 

Faz tempo a propaganda do cigarro foi banida e a da cerveja perdeu o impacto que causava, especialmente no futebol. Ainda presente, claro, em especial na Copa do Mundo da Fifa (vale lembrar que a Lei brasileira foi “adaptada” para que houvesse venda de cerveja nos estádios visto que um grande patrocinador era uma marca de cerveja! Coisas do Brasil).

 

Agora temos um novo mercado publicitário, e não é “coisa do Brasil”. Tenho a sensação que a palavra mais abrasileirada nos últimos meses tem sido “bet”, ou simplesmente, de forma direta, apostas ou ainda, ao que parece, “jogo de azar”. Mas, assistindo alguns jogos da Eurocopa a propaganda oficial nos painéis dos estádios é de uma empresa “bet”; aqui e lá, ou lá e aqui, portanto, futebol é “bet” e “bet” é futebol.

 

Quando vejo os principais times de futebol receberem patrocínio oficial – em milhões! – para divulgar as empresas de apostas fico a pensar que há algo errado. E, ressaltando, não estou informando que há alguma presepada com estas empresas, que há fraude por lá; não é isto. Assim como nos cassinos, os lucros são milionários pelo simples fato de que a probabilidade de ganho é reduzida, mas a tentação é bem elevada. Muito, até. Já comentei sobre estes jogos e, particularmente, sou contra seu formato, excessivamente benéfico para a empresa e algumas migalhas (ou seja, valores pequenos em relação ao total) para os apostadores.

 

Além do vício dos jogos, temos visto notícias de suspeição de resultados dos jogos de futebol no Brasil, em muitas cidades e não somente com equipes mais valorizadas: times pequenos de cidades pequenas também entram nesta história. É que, realmente, é estranho apostar quantos cartões amarelos terão no primeiro tempo, quantos escanteios no segundo tempo ou quantos penalidades acontecerão no jogo. Estranho mesmo, isto é somente aposta, nada a ver com jogo. Digo, com o jogo de futebol.

 

É hora de regular, e com a força que a lei oferece, este tipo de prática que pune o esporte. O jogo de azar é um hábito social, como acontece com o dominó ou os diferentes jogos de cartas; quanto envolve valores e leva ao vício, a tragédia se aproxima em alta velocidade.

 

E quanto contamina e é contaminado pelo futebol, o esporte de maior visibilidade no Brasil, a tragédia fica enraizada. É necessário regular as apostas eletrônicas com estas “bet”. Urgentemente. E se alguém acha isto mera frescura, pois é a liberdade de cada um, do ponto de vista familiar o efeito é outro, mais grave, e do ponto de vista econômico, idem, aquele dinheiro que poderia beneficiar a família e fazer girar a economia (com compras e serviços) está indo para empresas eletrônicas que não contribuem em nada com o Brasil; ou melhor, com quase nada, exceto as propagandas com os times de futebol e as novas camisas para colocar a nova marca. Uma pena! É uma opinião.

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Hoje, dia 27 (quinta-feira)

 

- Seridó e Vale do Açu

- Sinfonia em Jucurutu

- Arraiás: ficaram 34

- Acabando Bala

- Extremos avisa

- PNUD contrata, em Natal

- Conselhão

- Ecosol

- Carcinicultura

- Fecomércio e MDIC

Fecomércio e MDIC

 

Importante a parceria firmada ontem entre a Fecomércio RN e o MDIC-Ministério da Indústria, Comércio e Serviços. Em Brasília o Presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, assinou acordos de cooperação técnica entre a CNC-Confederação Nacional do Comércio o MDIC e o MPME-Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. A proposta dos acordos é “propor e formular politicas públicas eficazes, que contribuam para superação dos desafios enfrentados pelo setor terciário, entre os quais se destacam burocracia excessiva, carga tributária elevada, infraestrutura deficiente, concorrência desleal e falta de iniciativas especificas de fomento.” E claro, a desburocratização está na pauta. Importante.

Carcinicultura

 

Lembrei da carcinicultura potiguar depois de ver a notícia sobre o Porto de Natal. Não vi o texto mas uma das razões da queda foi a ausência de exportação de melão por Natal; era um contrato da Agrícola Famosa que optou por uma estratégia diferenciada de sua logística internacional e que acho tinha uma data já prevista para encerramento do contrato com a empresa de frete marítimo. Lembrei da carcinicultura e dos tempos áureos de exportações de camarão do RN; acho que a produção está mais destinada ao mercado interno. É um item que faz falta na exportação e na utilização do Porto de Natal; claro, não é quem garantirá um movimento seguro e impactante de navios em Natal, mas poderia ser uma contribuição.