domingo, 31 de julho de 2011

LDO do Estado garante realização da Copa 2014

A Lei nº 9.520 publicada no Diário Oficial do sábado traz a garantia orçamentária de “realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014”.

Em regra, quando o orçamento não é aprovado até o final de um ano, no ano seguinte, as despesas ficam limitadas ao duodécimo, ou seja, a pura e simples divisão do orçamento anual em 12 parcelas iguais. Isso significa que projetos maiores ficam impedidos de realização de licitação por falta de orçamento: a máquina administrativa deve funcionar de forma “burocrática” até que o orçamento seja aprovado.

Mas, para 2012 há uma previsão legal contida no art. 50 da citada Lei assegura que, ainda que não aprovada até o prazo final a Lei do Orçamento de 2012, assegura todas as despesas. Uma das exceções que traz o § 3º deste artigo é bem clarao: “IX - realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014”.

Veja que outras exceções estão prevista na LDO de 2012:
I - pessoal e encargos sociais;
II - pagamento de benefícios previdenciários a cargo do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN);
III - pagamento do serviço da dívida;
IV - transferências constitucionais aos Municípios;
V - projetos e atividades em execução no ano de 2011, financiados com recursos de operações de crédito, convênios e contrapartida do Tesouro Estadual;
VI - pagamentos de despesas decorrentes de sentenças judiciais;
VII - Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio Grande do Norte (PROADI);
VIII - ações de saúde, segurança e educação;

“Ranking mundial de competitividade” traz boas (mas também más) notícias sobre Brasil

O Ranking mundial de competitividade, realizado por entidade internacional, o IMD-Institute for Management Development (IMD), em parceria com a brasileira Dom Cabral, indica que o Brasil ocupa apenas a 44ª posição entre os melhores desempenhos globais, numa queda de seis posições em relação ao ano de 2009.

Dentre os diferentes itens pesquisados e comparados em todos os países o Brasil conseguiu obter alguns índices bem positivos, mas peca ainda em outros, dizem as instituições.

As boas notícias:
# Performance econômica: 30ª posição = O Brasil modificou bastante o ambiente econômica para a realização de negócios, uma evolução constante desde 2007, quando éramos o 47º país;
# Economia doméstica: 10ª posição = É um dos melhores aspectos revelados para o Brasil, o da qualidade e da confiabilidade das condições internas do mercado para as atividades empresariais (em 2007 estávamos de 48º lugar);
# Emprego: 11ª posição = Saímos de um atrasado 33º lugar (em 2007) como resultado da estabilidade econômica e dos baixos níveis de desemprego nos últimos anos, nos pequenos ou grandes centros urbanos.
# Atitudes e valores: 19ª posição = Essa, na minha opinião, é uma das melhores marcas do Brasil, apesar de uma distante colocação no cenário global; mas não deixa de ser extremamente salutar ver a evolução nos últimos anos (em 2007 éramos o 29º país nessa avaliação).

Já as não tão boa notícias:
# Preços: 51º lugar = Os preços dos produtos brasileiros tem perdido competividade externa ou interna deixando o Brasil de ser um país “barato” (em 2007 tínhamos o 39º lugar);
# Infraestrutura tecnológica: 53º lugar = Pouca foi a variação ao longo dos últimos anos, numa imobilidade que preocupa diante da evolução tecnológica global; e
# Eficiência do governo: 55º lugar = A burocracia e os entraves administrativos dificultam a mobilidade dos investimentos e velocidade de sua implantação em algumas áreas; desde 2007 pouco mudamos, éramos o 54º lugar naquele ano.

RN prepara-se para a “1ª Conferência Estadual de Emprego e Trabalho Decente – I CETD”

Acontecerá em Natal a 1ª Conferência Estadual de Emprego e Trabalho Decente nos dias 13 e 14 de outubro como passo preliminar para a participação na Conferência nacional, em maio de 2012.

As conferências setoriais foram bastante difundidas nos últimos anos pelo Governo Federal sempre em áreas temáticas e obedecendo ao mesmo princípio: realização de “prévias” municipais e/ou estaduais para a discussão de temas de atualidade e de indicação de “delegados”. No debate nacional o debate nem sempre é midiático, apesar de suas repetições.

Os três objetivos da Conferência são:
# “Promover a discussão do tema emprego e trabalho decente, tendo em vista a construção, o fortalecimento e a promoção de uma Política Nacional de Emprego e Trabalho Decente;
# Discutir e eleger prioridades de atuação do Poder Público na erradicação do trabalho escravo e do trabalho infantil; e
# Assegurar a participação das organizações de empregadores e de trabalhadores na indicação de prioridades de atuação do Poder Executivo, na execução da Política Nacional de Emprego e Trabalho Decente, fortalecendo o modelo tripartite e o diálogo social.”

Estado projeta bons resultados para os anos seguintes

A LDO 2012 apresenta indicações de uma retomada das contas do Governo com o reequilíbrio das despesas, o crescimento das receitas (próprias e de transferências), mas também a realização de empréstimos.

O “resultado primário” esperado para o ano de 2012 é de R$ 117,4 milhões, ainda inferior ao estimado para esse ano (R$ 127,5 milhões), mas notoriamente inverso ao déficit de 2009, da ordem de R$ 206,0 milhões.

Vejam os números da LDO do resultado primário:
Ano 2009 – R$ 206,0 milhões (déficit)
Ano 2010 – R$ 189,3 milhões
Ano 2011 – R$ 127,5 milhões
Ano 2012 – R$ 117,4 milhões
Ano 2013 – R$ 136,8 milhões
Ano 2014 – R$ 144,2 milhões

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cai número de empresas exportadoras no Brasil: 15.541 em 2011

No final do primeiro semestre deste ano foram registradas 15.541 empresas exportadoras no Brasil repetindo o decréscimo dos últimos meses após a crise financeira internacional de 2008. Em 2011 são 97 empresas a menos do que o mesmo período de 2010, mas bem abaixo das 19.278 verificadas em 2010 (ou ainda, do recorde do ano de 2004, com 21.925 empresas).

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior-MDIC uma das faixas com menor queda em empresas exportadoras está nas maiores, aquelas que comercializaram mais de US 100 milhões nesses seis primeiros meses do ano: em 2011 foram 152 enquanto no ano passado, também em igual período, foram 122. A participação na receita também apresentou crescimento elevado: em 2011 as maiores exportaram US 87,1 bilhões e, em 2010, US 60,5 bilhões.

A concentração exportadora do Brasil é resultado da política cambial que dificulta o acesso ao mercado externo às pequenas e médias empresas. Com a queda na receita externa diante da valorização do Real, o risco do negócio é maior e as empresas de maior porte têm mais estrutura de adaptação e de adequação à nova realidade.

Capuche Natal 13 Empreendimentos Imobiliários Ltda ou Capuche Empreendimentos Imobiliários S/A?

A Capuche mencionada no texto anterior é diferente da “tradicional” Capuche que conhecemos, pelo menos do ponto de vista formal; isto é, enquanto a Capuche Natal 13 é uma sociedade limitada (e recente, criada em início de 2005), a Capuche mais conhecida é uma S/A (até 2009 ainda era uma Ltda).

Compare os dois CNPJ e endereços:
# Capuche Natal: 13 - 07.237.440/0001-06 – Ed. Miguel Seabra Fagundes, sala 1603 (fundada em 2005)
# Capuche S/A: 70.142.278/0001-89 – Idem, sala 1801 (fundada em 1994)

A constituição de nova empresa deve obedecer a estratégia de mercado e composição societária diferenciada para os fins a serem alcançados. Muitas vezes a entrada de novos sócios produz a criação de uma outra empresa seja em função do passivo, do patrimônio existente ou do novo capital social injetado.

“Cresce” 20% terreno da Capuche Natal 13 Empreendimentos Imobiliários Ltda em Lagoa Nova


A Capuche Natal 13 Empreendimentos Imobiliários Ltda, após “levantamento topográfico” e visita “in loco”, ganhará 20% a mais em terreno próprio localizado no bairro de Lagoa Nova em Natal. Assim está descrito em Edital de citação que foi publicado para que os vizinhos – tidos como “não identificados” – possam fazer os devidos protestos ou, em não sendo localizados, não terem mais do que reclamar.

A área fica localizada na rua Dr. Paulo Pinto de Abreu e faz esquina com a rua cel. Joaquim Correia além de condomínio residencial. Tem hoje 1.650,00m2 mas passará, após os ajustes, a medir 1.981,41m2: um acréscimo de pouco mais de 20% com os novos 331,41m2. Nada mau!

A correção de área é comum em situações em que as medições têm registro antigo ou revela algumas imprecisões; ou ainda, com a construção pelos vizinhos o muro ou a casa “anda” um pouquinho para lá, um pouquinho para cá... Agora, a tendência é redução desses erros com as novas tecnologias.

Mas, até lá, a empresa terá um terreno bem maior; já renderá uma receita adicional com esses 20%, claro, se o proprietário não aparecer nem reclamar.

27 pousadas em São Miguel do Gostoso

Enquanto Pipa carrega consigo toda a fama de melhor destino turístico no litoral norte-riograndense pela quantidade de hotéis, pousadas e restaurantes à disposição do púbico visitante e, reconhecidamente, movimenta importante valor agregado para nossa economia, São Miguel do Gostoso vai alavancando um outro pólo de atratividade.

São 27 pousadas de diferentes estilos, formatos e valores de suas diárias na pequena cidade-praia que está a pouco mais de 110 quilômetros de Natal. Esse número, no entanto, refere-se somente àqueles que estão formais no mercado; ou seja, a oferta de leitos para turistas é bem maior do que se pode imaginar (há outros pontos de apoio denominados – ou autointitulados – de “chalés” nas transversais que cortam a rua principal).

Poucos, no entanto, são os empreendimentos imobiliário ou condomínios na faixa principal da praia e no centro da cidade. Ainda há áreas disponíveis, embora a especulação imobiliária é considerada pelos atuais investidores como maior empecilho para a implantação de novos empreendimentos. Os resorts e pousadas e luxo estão em bem menor concorrência em São Miguel do Gostoso.

Mas, a dinâmica econômica daquela cidade-praia não pode ser desprezada como destino turístico a ser explorado nas campanhas de marketing do Estado; considerando a dificuldade logística para atrair o público do vizinho Ceará (enquanto Pipa fica bem mais “perto” de João Pessoa ou Recife, por exemplo), o turismo internacional e de estados-emissores do Centro-Sul podem ser um bom direcionamento.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Liquida Natal. Mídia “pesada” nos dez anos da promoção em Natal

Vem aí o Liquida Natal, uma ideia básica mas que tornou-se essencial para o comércio de Natal no período chamado de “baixa”, final de agosto/início de setembro.

A expectativa para esse ano é de realização de uma das maiores campanhas já consoliada pelas entidades organizadoras (que passa a ser CDL Natal) para comemorar uma data “especial”, a de 10 anos ininterruptos de promoção na Capital mas que também municípios da Região Metropolitana hoje participam.

E o prêmio principal é bem razoável: serão 10 carros sorteados.


Qual a chance de ganhar um deles? Fazendo as contas, com a expectativa de 4,5 milhões de cupons sua sorte será de.... enfim, bem menor ainda se você não participar.

A consciência empresarial, na verdade, é que fará com que o consumidor se interesse para que a meta dos 4,5 milhões de cupons seja atingida, ficando bem acima dos 3,9 milhões do ano passado. A mídia e a superpromoção ajudarão, mas o consumidor não pode ser enganado com preços superficialmente alterados para que o desconto seja “gigante”.


É a seriedade da empresa que faz a credibilidade da campanha Liquida Natal.

Em agosto e durante 10 dias, até o início de setembro, seremos todos bombardeados com muitas ações de marketing a nos convencer que comprar – naquelas lojas participantes – é um bom negócio. A conferir.

Quanto maior a renda nos Estados, menor o número de cheques sem fundo

Aparentemente há uma relação muito próxima entre a emissão de cheques sem fundo (dados da Serasa Experian) e da renda per capita em um estado. De fato, dos 10 estados com maior número de “borrachudos”, 5 estão entre as piores rendas por habitante (IBGE, dados da renda no ano de 2008):

Veja os estados com maior índice de cheques devolvido (os números ao lado do Estado indicam a posição em termos de renda per capita no Brasil em 2008):
1º Roraima = 13º
2º Maranhão = 26º
3º Acre = 17º
4º Sergipe = 18º
5º Piauí = 27º.
6º Tocantins =16º
7º Amapá = 14º
8º RIO GRANDE DO NORTE = 20º
9º Alagoas = 25º
10º Pará = 22º

Por outro lado, os menores índices de inadimplência são os seguintes Estados:
1º São Paulo – 2ª maior renda per capital brasileira
2º Rio de Janeiro – 3ª maior renda
3º Paraná – 7ª maior renda
4º Santa Catarina – 4ª maior renda
5º Mato Grosso do Sul – 9º maior renda

Devolução de cheques no RN tem índice elevado em 2011

A divulgação do índice de devolução de cheques para o primeiro semestre do ano revelou alguns Estados em que o “borrachudo” parece ser uma prática bem arraigada. Enquanto a média brasileira foi de 1,93% de taxa de devolução, segundo a Serasa Experian, apenas MG, SC, MS, PR, RJ e SP (esse com menor taxa, apenas 1,46%) ficaram com índices menores.

Já outros Estados, cheque não é um meio de pagamento muito confiável... Roraima, 11,87% de devolução, Maranhão com 9,16% e Acre com 7,66% compõem o pódio da inadimplência.

O Rio Grande do Norte ficou bem ruim: 4,89% e a oitava colocação negativa em âmbito nacional, muito acima da média do Nordeste, que foi, 3,41%; na região ficamos atrás apenas do Maranhão, Sergipe e Piauí. O melhor no Nordeste? Pernambuco, com 2,29%

Principais cursos universitários do Brasil têm públicos diferenciados

Os três principais cursos universitários do Brasil são Administração, Direito e Pedagogia considerando o número de matrículas em instituições de ensino, de acordo com censo realizado pelo MEC em 2009. Em comum entre eles o perfil na oferta: baixa demanda por investimentos em equipamentos e/ou laboratórios (exceção aos de informática), concentração de despesa em biblioteca e professores e... grande atratividade em todos os públicos pelos resultados esperados.

Mas, de acordo com projeção feita pela Folha para os próximos 10 anos, poucas serão as mudanças:

# O curso de Administração continuara a atrair um público mais jovem e haverá equilíbrio entre homens e mulheres;
# O curso de Direito “envelhecerá” um pouco e será dominado pelas mulheres; e
# O curso de Pedagogia “rejuvenescerá” também um pouco e, embora em evidência, diminuirá o predomínio feminino

Veja as transformações avaliadas pelo jornal:
# Idade média – hoje e em uma década: Administração (30 / 30 anos); Direito: (45 / 50 anos); e Pedagogia: 40 / 35 anos)
# Gênero – hoje e em uma década: Administração: (53% / 50% homens); Direito: (50% homens / +de 50% mulheres); e Pedagogia: (74% mulheres / +de 50% mulheres)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Precisamos financiar os Estados Unidos?

Mania de grandeza, aplicação financeira ou puro companheirismo? Qual destas respostas se aplica ao fato do Brasil ser um dos maiores credores do Tesouro americano, tendo inclusive aumentado sua participação nos títulos da dívida pública daquele país?

De acordo com último levantamento indicado por aquele país, o Brasil detinha US 211,4 bilhões em títulos no último mês de maio. Isso posicionava o Brasil como o quinto maior credor estrangeiro, atrás apenas da China, do Japão, da Grã-Bretanha e de grupo de países produtores de petróleo.

Mas, qual a justificativa de sermos o 5º maior dos Estados Unidos? Exceto o fato de fazer uma aplicação financeira em que a credibilidade (ainda?) é uma das mais sólidas, faltam outros argumentos ou a sua utilização para justificar tanto dinheiro brasileiro em um país que, teoricamente, por ser o mais rico do mundo não precisaria.

No Rio Grande do Norte sofremos o impacto direto de duas políticas comerciais externas norte-americanas: o camarão, com a ação antidumping (aliás, recém renovada por mais cinco anos), e o melão, que não consegue concorrer com outros países do Continente pela diferença artificial de alíquotas que prejudicam a produção brasileira.

Não seria hora de barganhar essas vantagens para o Brasil? Se estamos aplicando tanto dinheiro lá fora – repetindo, são US 211,4 bilhões; isso em maio, mas já pode ser ainda maior hoje... – devemos vincular a algumas vantagens comerciais ou, no mínimo, a um equilíbrio mais natural dos aspectos econômicos.

O Brasil agradeceria. E o Rio Grande do Norte agradeceria mais ainda, sobretudo se contemplasse a nossa carcinicultura e a nossa fruticultura. Ou você emprestaria dinheiro simplesmente por “emprestar”?!

Qual o faturamento do Natal Cap? A premiação passa dos R$ 140 mil por sorteio

“Título de capitalização popular”. Se você ainda não conhecia, é assim que é autodenominado Natal Cap, muito mais conhecido como uma campanha popular de premiação do que algo que possa a se assemelhar a um investimento financeiro como são os demais títulos de capitalização existentes no mercado.

Quanto será o faturamento do Natal Cap? Deve ser bastante elevado. Senão, não pagaria a premiação que anunciam a cada sorteio. Veja a premiação do sorteio do dia 17 (domingo passado):
# 3 motos Honda 125
# 3 Classic
# 14 prêmios em dinheiro (o menor, no valor de R$ 666,00, e o maior, e R$ 20.000,00)

R$ 143.332,67 esse é o valor líquido anunciado pela empresa para distribuição aos sortudos da semana. Para cada prêmio, como manda a legislação, o imposto de renda deve ser calculado e, quando houver, ser descontado imediatamente, antes da entrega da premiação ao vencedor.

Fazendo contas rápidas, quanto custaria:
Valor dos prêmios
+ imposto de renda
+ mídia e promoção
+ comissão vendedores
+ custo do título (sim, a Sul América vai cobrar alguma coisa; imagine se alguém usa o seguro?!)
+ Confederação Brasileira de Tênis (é preciso estar vinculada a alguma entidade esportiva para justificar a ação...).

Sem esquecer o lucro!

É preciso vender muitos títulos de capitalização a cada semana! E o negócio deve ser lucrativo, senão não continuariam "insistindo". Quem ganha??

Faculdade Neves encerra atividades enquanto Estácio investe

O ano de 2011 foi de intensa movimentação no mercado do ensino superior no Rio Grande do Norte com a entrada mais pesada do maior grupo nacional (a Estácio investiu mais de R$ 20 milhões nas aquisições da FAL e da Fartern) e, agora, a saída de um tradicional grupo local.

A Faculdade Neves não continuará em 2012. Encerrou suas atividades e negociou com outra instituição a transferência de seus alunos. A atividade não era mais rentável (na verdade, cabe se questionar se foi um dia rentável) e o prejuízo estava também prejudicando as contas do Colégio N. Sª das Neves, o Neves.

Foi, acredito, um erro e um mau gerenciamento. Um erro ao acreditar que o fato de possuir instalações ociosas a noite seria suficiente para atrair alunos e avançar no ensino superior. Um mau gerenciamento pela ausência de identidade da Faculdade que não conseguiu se posicionar no mercado ou associar uma marca ao resultado esperado: que vantagens teria em estudar na Faculdade Neves?

Aliado a isso, o investimento no ensino superior exige volume de alunos para sua sustentabilidade. Capital é necessário para manter os investimentos e a mídia é fundamental para se tornar conhecido (quando se fazia alguma matéria nos jornais a Faculdade Neves muitas vezes nem era lembrada!).

E num mercado em que os preços são muito próximos e o aumento é limitado pelo – excesso – da concorrência, era um projeto difícil de se consolidar.