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Otomar Lopes
quarta-feira, 28 de março de 2018
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Kalunga em Natal: quanto renderá cada funcionário
A Kalunga está se instalando em Natal com duas novas lojas (Midway e Natal Shopping). A empresa, que já tem 40 anos de experiência, é bem mais conhecida em São Paulo e, de forma mais ampla quando tornou-se patrocinadora de um grande time de futebol e sua marca estampada nas camisas do clube alcançaram grande visibilidade nas transmissões dos jogos!
Demorou para chegar em Natal mas chegou com muita disposição!
Com expectativa média de faturamento mensal de R$ 900 mil/mês por loja isto significa que pretende abocanhar parte importante de um mercado que está, por exemplo, concentrado no Alecrim com as diversas e tradicionais papelarias. Vai concorrer também com outra importante empresa local: a Miranda na área de suprimentos de informática.
Como cada loja terá 19 funcionários (entre vendedores, apoio e gerência) significa que na média cada um deles deverá "vender" cerca de R$ 2,5 mil/dia, se consideramos apenas os vendedores (já a média de retorno por funcionário em cada loja será em torno de R$ 1,6 mil/dia).
Parece muito, parece pouco? Para quem é empresário basta fazer a comparação com sua empresa.
sábado, 23 de setembro de 2017
A economia do RN é “estatal”?
O IBGE-RN divulgou que 35% da massa salarial do Estado tem como origem o poder público, como foi publicado na Tribuna do Norte ("35% da massa de rendimentos do RN vem do funcionalismo").
Este é um dado bastante grave em qualquer economia: uma cidade ou um estado não deve depender do poder público (salários) para que possa haver consumo e girar, por exemplo, o comércio ou o setor de serviços.
Se considerarmos que há muito tempo os governos estadual e municipais não realizam grandes concursos públicos, significa que este indicador no RN foi ainda maior na última década. Para utilizar como exemplo a cidade de Natal, antes da crise internacional de 2008 a quantidade de investimentos aqui aplicados foi muito impactante, a tal ponto que a urbanização da cidade foi modificada: mais expansão em novos bairros, crescimento populacional de Parnamirim, verticalização, turistificação intensa de Ponta Negra etc. Foi um período de expansão da economia na Grande Natal, o capital privado fazendo sua parte,
Agora, com a nossa crise interna desde 2014 o poder púbico perdeu sua capacidade de investimento e consequentemente de contratações de novos servidores e até mesmo de adequação salarial, seja até mesmo com a simples recuperação da inflação, sem mencionar a quase impossibilidade de aumentos reais de salários.
Em tempos de crise, geralmente, a economia volta-se para o Estado; ultimamente, no entanto, é o inverso, a solução está na iniciativa privada. Regras da economia, regras de mercado.
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Um porto sazonal
O Porto de Natal apresentou ontem a nova linha de transporte para a Europa, ligando a capital potiguar à cidade espanhola de Algeciras, tradicional porto de destino da produção potiguar.
Com a sazonalidade da exportação de melão retomada, a empresa francesa decidiu ampliar a oferta de seus serviços para o Velho Continente.
A dificuldade, na verdade, ocorre no final do primeiro trimestre de cada ano quando a produção de frutas fresas no Estado começa a entrar em sua reta final e a demanda de serviços de frete cai consideravelmente; o Porto volta à sua tranquilidade, à espera do início da próxima safra.
“Casa das palavras”: um (também) complemento às livrarias
O projeto "Casa das palavras" obteve a aprovação de incentivos da Prefeitura de Natal por meio do programa Djalma Maranhão. A decisão municipal foi oficializada nesta quarta-feira (mas não informa valores, apenas a inclusão do projeto da empresa Oficina de Notícias Ltda).
A proposta, que já está em funcionamento em diferentes cidades do RN, com maior presença em Natal, tem como um dos resultados estimular a leitura com a instalação das chamadas "minibibliotecas".
Em tempos de fechamento de livrarias no Brasil, fenômeno que apenas se acelera em tempos de crise, com a leitura eletrônica, estimular a leitura também é uma forma de favorecer a atividade econômica.
Nas "minibibliotecas" os livros são disponibilizados em locais públicos e são de acesso livre, ou seja, quem tiver interesse pode pegar o livro. Os livros, em regra, são doados por pessoas que não têm mais interesse naquela leitura; assim, em vez de jogar fora o livro, deixam nas "minibibliotecas" como forma de doação.
Felizmente Natal ainda "resiste" com algumas livrarias presentes em seus principais shoppings, mesmo a concorrência com o mundo digital tornando-se cada vez mais difícil.
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Menos voos, mais passageiros em Natal
Nos estudos que a Inframerica deve ter realizado para avaliar a receita quando decidiu entrar na concorrência para a construção e a gestão do Aeroporto Internacional de Natal, certamente no não poderia imaginar, para os voos internacionais, o resultado das estatísticas verificadas agora: entre janeiro e agosto de 2017 houve menos voos e, no entanto,... mais passageiros do que no mesmo período de 2016!
Veja os números (para os meses janeiro à agosto):
# Voos internacionais (2017): 358
# Voos internacionais (2016): 404
# Passageiros de voos internacionais (2017): 59.287
# Passageiros de voos internacionais (2016): 55.635
Embora seja um aspecto curioso e aparentemente pontual, quando a comparação ocorre com o mesmo período em 2015 constata-se uma nítida melhor nos tempos atuais:
# Voos internacionais (2015): 316
# Passageiros de voos internacionais (2015): 49.465
O aumento nestes últimos dois anos foi de 13,3% para o número de voos e de 19,9% para o número de passageiros. Como não há dados detalhados dos aviões e de sua capacidade de acomodação ou tivemos uma melhor ocupação das aeronaves ou as empresas estão utilizando maiores equipamentos.
Qualquer que seja a razão, o fato é que há uma melhora na movimentação dos embarques-desembarques internacionais, fator que auxilia as contas da Inframerica que não estão todas "no azul" para o nosso aeroporto. Melhor "torcermos" por um resultado econômico favorável para que haja menor pressão sobre as tarifas públicas de embarque e sobre os preços (salgados) praticados pelos prestadores de serviços (exemplo que todos conhecemos com o elevado preço do estacionamento).
Um último dado relevante nesta avaliação de perspectivas: em 2017 a média tem sido de 166 passageiros por aeronave, foi de apenas 138 em 2016, mas 157 em 2015 (sempre para o mesmo período). O ano de 2017 está sendo, neste item, o de melhor resultado para a economia regional.
Algum acionista da Alpargatas em Natal?
Se o fechamento da última unidade de produção da Alpargatas no Estado trouxe transtornos para o RN, talvez alguns norte-riograndenses possam estar (ou ficar) mais animados com a confirmação da mudança do controle societário da empresa e a saída da "famosa" J&F do comando empresarial, vendendo todas as suas ações.
Com a transferência do controle empresarial e para cumprir com as exigências legais de uma S/A, os novos acionistas são obrigados a apresentar uma proposta concreta de OPA-Oferta Pública de Aquisição.
A obrigação de compra, ou seja, a oportunidade de venda, foi anunciada ontem e o preço indicado é mantido por prazo 30 dias: R$ 11,3390204697005 por ação ordinária (isto mesmo, com todas estas casas decimais!).
Eventualmente, um bom negócio. Para os acionistas; eventualmente.
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
Salutations Cardosojr
http://www.mercy.church.ly/orderlogin.php?weight=m27ws6mepazv69
My Best
Otomar Lopes
http://www.mercy.church.ly/orderlogin.php?weight=m27ws6mepazv69
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Otomar Lopes
segunda-feira, 27 de março de 2017
RN: apenas 15 novos investidores “pessoa física” em 2016
Em 2016, de acordo com a Coordenação Geral de Imigração,
órgão do Ministério do Trabalho, a queda foi grande no número de “estrangeiro
investidor pessoa física em atividade produtiva no Brasil” saindo de 835
investidores em 2015 para apenas 214 no ano passado
Sem dúvida, é reflexo direto da
crise econômica e da perda de atratividade de investimentos e investidores no
País. E o resultado não poderia ser diferente aqui no RN. Se a observação da
queda no número de novas pousadas, bares e restaurantes administrados por
estrangeiros é de fácil constatação, os números são ainda mais expressivos.
Em 2015 foram 103 investidores
estrangeiros – “pessoa física” – no Estado mas, apenas 15 no ano de 2016. Pelo menos
é o que atestam os números formais, ou seja, aqueles recursos trazidos por
movimentação bancária legal, dinheiro “novo” que permite ao estrangeiro solicitar
uma autorização de permanência no Brasil em função do investimento realizado
(até 2015 a autorização deveria ser renovada a cada 3 anos mas, em 2016, como
forma de tentar atrair investidores novos, o visto passou a ser permanente).
No Nordeste a situação não foi muito
diferente: no Ceará foram 32 novos investidores, na Bahia, 20, em Pernambuco, 3
e na Paraíba e em Alagoas, apenas 1 novo investidor durante todo o ano passado.
Menos estrangeiros no RN, menos “dinheiro novo”
Se em 2016 apenas 15 novos
estrangeiros investiram seu capital no Estado, contra 103 em 2015, o reflexo
imediato afetou a entrada de capital internacional no RN.
Dos R$ 13,1 milhões recebidos em
2015 no ano passado vimos apenas passar R$ 8,8 milhões. Pouco, muito pouco para
uma economia que já esteve acostumada a receber centenas de pequenos
investidores aplicando recursos em pousadas, bares, restaurantes etc no litoral
mas também na Capital.
Nova central de comercialização da agricultura em Natal
Será inaugurada nesta segunda
(27) a nova Central de comercialização da agricultura em Natal em prédio que
ficou (quase) concluído há vários anos mas que, infelizmente, nunca foi
utilizado.
Agora pode tornar-se uma “mini-Ceasa”
voltada para a agricultura familiar. Esta pode ser a expectativa para os 32
boxes previstos, além de outras 50 barracas projetadas no novo espaço. De
acordo com as projeções de vendas originárias da agricultura familiar o
faturamento global das 82 unidades de vendas será de R$ 313 mil/mês, ou seja,
cerca de R$ 3,8 mil/mês por vendedor.
Pode não ser um valor elevado
mas, temos que considerar o baixo custo na produção da agricultura familiar e
ainda que este não deve ser o único canal de vendas, afinal, ninguém começará a
produzir hoje apenas para atender à nova demanda. Mas, se a margem média for de
30%, será um adicional mensal equivalente a um salário mínimo para os
agricultores familiares.
Estrangeiros também perdem emprego no RN
Dados do Ministério do Trabalho e
Emprego mostram que 2016 continuou sendo um ano ruim também para os
estrangeiros com emprego formal no RN: o saldo foi negativo, 131 novas contratações,
mas 142 demissões ao longo do ano. Em 2015 o saldo também foi negativo, quase
na mesma proporção: 161 admissões e 170 demissões.
No Brasil o resultado foi ainda
pior: 2016 terminou com 10.849 demissões a mais do que contratações e,
curiosamente, diferente de 2015 quando o saldo foi positivo, 7.744 contratações
a mais do que demissões.
Em todos os estados brasileiros o
resultado foi ruim para os estrangeiros no ano passado. No Nordeste o saldo foi
desfavorável em 965 demissões, a maior parte do Ceará (668 demissões) seguido
da Bahia (115 demissões).
Refrigerando “oficial” (e orgânico!) do Lolapalooza não é vendido no RN
O famoso festival Lolapalloza,
que acontece neste final de semana em São Paulo, terá uma única marca “oficial”
de refrigerantes. E esta não é a única novidade em 2017: o refrigerante Wewi
(como será sua pronúncia oficial?!) é orgânico com ingredientes, como afirma a
empresa, 100% naturais.
Mas, a originalidade não
conseguiu superar a ideia dos sabores, todos tradicionalíssimos! Guaraná,
laranja e, claro, o indispensável e mais demandado, cola; afinal, se o produto
é orgânico e brasileiro, a referência ainda continua sendo o líder mundial no
setor, Coca-Cola.
O Wewi, sabor laranja, traz na
garrafa as menções “Refri orgânico”, “zero sódio” (bem destacado”) e ainda a
indicação de que é “sem conservantes”. Mas, também indica que na sua fórmula há
apenas “5% de suco”! E o restante, os 95%?
Por enquanto o Wewi ainda não
está sendo comercializado no RN, embora grandes cadeias de supermercados aqui
presentes já estejam vendendo o produto em outros Estados. Quem sabe após o
Festival, em breve, aqui em Natal possamos chamar o(a) garçon(ete) e pedir um –
bem gelado – Wewi (ou “uíuí” ou “uêuí” ou “uéuí”... quem arrisca a pronúncia??)
ps: mesmo sendo orgânico e
natural, nenhuma indicação quanto às calorias; afinal, é refrigerante!
domingo, 26 de março de 2017
União Europeia comemora 60 anos. Sem guerra fiscal
Enquanto a Europa reuniu-se no sábado, 25, para
comemorar os 60 anos de assinatura do Tratado de Roma, que deu início ao maior
bloco econômico já visto, aqui no Brasil ainda não conseguimos, mesmo sendo um
único país há (muito!) mais de sessenta anos, derrubar as fronteiras entres os
estados.
É claro que as discussões na Europa tomaram tempo e não
tiveram seu resultado imediato, sem precalços, discussões e até mesmo
compensações para que as economias nacionais não fossem impactadas bruscamente
após as alianças econômicas. Hoje, e sobretudo após a adoção da moeda única, o
livre comércio entre eles é uma realidade vivenciada na prática, essencialmente
sem restrições na importação e na exportação.
Enquanto isto, deste lado do Globo, o Mercosul patina
entre decisões políticas exdrúxulas – vide caso da Venezuela – e o Brasil
vivencia uma outra prática, a da guerra fiscal entre os estados que oferecem
redução de ICMS para atrair novos investimentos, novas empresas.
Se a união da Europa surgiu também como uma solução
para o fim do temor da guerra no Continente e deu resultados, aqui ainda
continuamos a tentar pacificar uma outra
guerra, infinitamente menos fratricida, a chamada “guerra fiscal”. Ainda
estamos tentando!
sábado, 25 de março de 2017
“Hora do planeta”: nenhuma cidade (des)ligada
O projeto “Hora do planeta” não contagiou nenhuma cidade do
RN em 2017. Pelo menos é o que consta na página oficial do evento, patrocinado
pela Ong WWF. Aliás, com uma correção a ser feita: é preciso avisá-los que Tangará
da Serra não é aqui no RN!
O ato simbólico, como intitula a Ong, deveria ocorrer neste
sábado, 25, entre 20h30 e 21h30. A adesão tinha sido, até o momento do início,
de 120 cidades de “mais de 590 monumentos”, mas não identifica a localização
(nem o nome) dos monumentos; em Natal, a ponte Newton Navarro permaneceu iluminada.
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