Não
é um placar de jogo de futebol, mas um outro placar que, por sinal, está incompleto,
não deu para encaixar o Uruguai; seria então, se fosse possível, Argentina 2 x
Uruguai 1 X Portugal 1.
E
o que significa tudo isto? Traduzindo, é a quantidade de voos internacionais
novos do RN anunciados nas últimas semanas, se eu não tiver me enganado:
abrimos 2 voos diretos semanais para Buenos Aires, 1 para Montevidéu e 1 outro
para Lisboa. Isto, tudo indicado, seguindo as notícias que enalteceram o
crescimento do turismo internacional neste início de ano e o impactante crescimento
em relação à 2025, mudou a nossa realidade e passamos a ser destaque nacional
em termos de crescimento percentual. Muito bom, isto. Quanto ao crescimento
percentual bastante elevado, duas notas. A primeira delas é que estávamos com
um baixo indicador de turistas estrangeiros chegando em Natal (diretamente de
seu destino) e, como todo voo que chega terá que partir de volta, também
significa que estávamos com baixa demanda de clientes do RN para viagens ao
exterior; tudo isto era em 2025, mas agora mudou expressivamente, diz a
matemática dos números.
Outra
anotação importante é o foco, o direcionamento para o tal do mercado emissor, a
origem dos turistas que visitam o RN, com uma mudança bastante sensível. Durante
anos o marketing do turismo internacional no RN tinha como foco os voos para/da
Europa com suas linhas regulares mas também muitos voos fretados – os charters –
com várias origens e destinos. Lembro-me de voos com foco na Espanha,
Inglaterra, Alemanha, Holanda e, pelo menos em relação à empresa, a Air Lauda
(acho o nome esta este), a Áustria. Era o tempo em que víamos muitos europeus
em Natal e em Pipa, que passaram a comprar muitas unidades habitacionais por
lá.
Agora,
ou melhor, há alguns anos estamos mais voltados para receber turistas do nosso
Continente, apesar da manutenção dos voos da TAP. É claro, são todos bem
vindos, independentemente da origem, nenhum privilégio a ser concedido para quem
vem da Argentina, Uruguai ou Portugal e Europa, até pelo fato de que os setores
beneficiados que dependem do turismo têm uma preferência maior por aqueles que
aqui gastam mais, sem preferência de nacionalidade; aliás, no mundo inteiro é
assim e há sempre pesquisas que mostram quais são aqueles que mais gastam
quando visitam uma cidade ou país.
Não
consegui dimensionar se este grande impulso no turismo internacional neste ano,
que foi mais do que o dobro em relação ao primeiro trimestre do ano passado, teve
alguma intensidade da iniciativa privada: de um lado com as empresas aéreas que
viram uma oportunidade para inaugurar ou ampliar as rotas com voos diretos ou
com a Zurich Airport que pode ter contribuído com os estudos de mercado e, de
forma conjunta, na participação de feiras internacionais de turismo; e de outro
lado, as missões internacionais e a divulgação do RN em feiras e eventos na
Argentina, em Portugal e no Uruguai. Pode ter sido também o conjunto de ações,
uma iniciativa com participação mais ampla.
É
interessante, acho, avaliar o fato gerador deste incremento do turismo
internacional em 2026, compreender se a dinâmica das feiras (e quais delas) foi
mais ou menos efetiva do que a dinâmica do marketing ou se o papel de algum agente
de turismo (empresa aérea, agência de viagem etc.) foi fundamental para o
resultado propagado; em outras palavras, conhecendo o fator motivacional,
investir ainda mais nesta estratégia para que os bons números do turismo
internacional ultrapassem alguma eventual sazonalidade estatística.
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