quinta-feira, 16 de abril de 2026

Cervejas artesanais continuam a brindar?

 

Houve um tempo, não tão distante assim, que a ideia de cervejas artesanais passou a ser moda aqui no RN, sempre que aparecia uma marca ou um local novo a mídia noticiava o novo empreendedorismo e anunciava a consolidação deste mercado, pelo menos no RN. Depois, salvo engano, as notícias diminuíram – ou eu parei de prestar atenção no tema.

Lembro até do “passaporte” que foi criado para carimbar todas as vezes que alguém fosse em uma destas cervejarias. Não sei se continua a ideia, até me interessei em conhecer o tal passaporte mas, como não tenho muito hábito de beber acabei me esquecendo de passar em uma destas cervejarias.

Em 2019, estava meio na moda a ideia, conheci uma marca que me chamou muita atenção pela ousadia (positiva) da ideia e também pelo local de fabricação: a Elétrica, lá de Pau dos Ferros. Estive naquela época na cidade e até comprei a cerveja, conheci uma pessoa proprietária e fiquei bem animado com a proposta, além de torcer pelo sucesso empresarial. Como toda cerveja artesanal – parece que é uma regra de mercado – o preço de venda é bem superior às cervejas tradicionais mas, como bem ressaltam, é outro processo de produção, outro tipo de investimento e outro tipo de marketing, que seleciona também pelo consumidor que está disposto a pagar mais caro. Mais ou menos nesta época, antes da pandemia, em Mossoró conheci duas outras marcas de cerveja artesanal e, infelizmente, esqueci o nome de uma delas... Mas, a Bacurim tive a oportunidade de ir à fábrica que é um conjunto de indústria, bar/restaurante e loja com souvenirs da marca. Até participei de uma degustação para prestigiar a marca local.

Anos depois encontrei estas marcas aqui em Natal com muito mais facilidade, inclusive no supermercado Nordestão. Mas, não sei se ainda continuam em venda.

Já comentei aqui, há muito tempo, sobre este assunto e hoje retomo depois de ter visto uma notícia em um país europeu sobre a diminuição do consumo de bebidas alcoólicas por parte dos jovens, e isto para todas elas, das cervejas aos vinhos. As gerações “saúde” e “super saúde” estão consumindo mais produtos/serviços saudáveis do que antigamente, gastando mais com academia, bebidas sem álcool, alimentos menos gordurosos etc. Esta mudança de hábito tem afetado o perfil de consumo em todo o mundo.

Voltando às cervejas artesanais potiguares, preciso me atualizar! E aproveitar um destes finais de semana para percorrer algumas delas, para conhecer melhor e aprender sobre a evolução do mercado. Por puro prazer de conhecer as iniciativas de empreendedorismo no RN. Não me lembro se comentei anteriormente sobre o tema, mas talvez uma ideia de valorização ou de revalorização da proposta possa ser a ideia de um festival ou evento que possa atrair também os turistas.

Recentemente uma das marcas bastante presente em eventos no Centro de Convenções é a Oktos, a cerveja (artesanal?) produzida sob as bençãos do ar marinho, logo ali na via Costeira, e que ganhou grande oportunidade de crescimento por ter obtido incentivos do Governo Estadual com o Proedi, com redução de 75% de seu ICMS; esta possibilidade já vale um brinde para a empresa!

E não seria ruim se este “brinde” pudesse estender-se a outros produtores locais, começando com a Elétrica e a Bacurim, as duas marcas que conheci a tempos e que achei muito interessante o projeto (e até hoje tenho um souvenir com a marca destas empresas).

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