Li
ontem a noticia de que o tradicionalíssimo “hotel” de férias, o Club Med, na
verdade, o icônico Club Med, anunciou que implantará uma nova unidade no
Brasil, aqui no Nordeste. Não será, infelizmente, um projeto no nosso RN.
Fiquei
com pena, principalmente pelo fato de que é uma marca global conhecida por
muitos turistas brasileiros e que um investimento destes atrairá certamente
outras oportunidades nas imediações (apenas para ter ideia de quanto esta marca
é conhecida pelos brasileiros, em uma semana de janeiro, em um dos Club Med de esqui
na França, das 850 pessoas presentes cerca de 600 eram brasileiros! E, como bem
ressaltou o presidente da empresa, os instrutores de esqui estão aprendendo
português).
Mas,
voltando ao Brasil. Neste ano a marca inaugurará uma unidade em Gramado. Um investimento
de cerca de R$ 500 milhões, que será o mesmo valor do projeto para o Ceará. O projeto
no Nordeste será para 2027 ou 2028 e terá 310 quartos, dos quais 30 ou 35 sob o
label “Exclusive Collection”, ou seja, puro luxo!
O
Club Med nasceu francês e hoje está presente em 26 países, inclusive no Brasil
já há algum tempo. Por enquanto apenas estes dois projetos anunciados, mas
considerando a possiblidade de expansão, a clientela brasileira (depois dos franceses
quem mais frequente o Club Med são os brasileiros) e os atuais conflitos
globais em regiões que recebem muitos turistas de luxo, quem sabe não poderia
ter uma continuidade de novos projetos? Talvez apenas um sonho, mas não custa
nada imaginar que seria possível.
Algumas
características deste projeto são bem interessantes, se comparados ao nosso
turismo potiguar: o novo empreendimento ficará a cerca de 1h15 minutos de
Fortaleza (portanto, do aeroporto) e terá um foco bem especifico para atrair
nova clientela: será, como disse o presidente da empresa, o “primeiro village
de kitesurf”. Ora, me lembrei logo de São Miguel do Gostoso, que fica um
pouquinho mais longe do 1h15 do aeroporto mas é um lugar excelente para a prática
de kitesurf! Talvez não houvesse espaço beira-mar para um projeto grandioso ou
o custo de aquisição de novas áreas estivesse acima dos preços médios de outras
regiões; talvez.
O
Club Med não explicou a razão de sua escolha, e também o jornal o Globo, que
fez a entrevista com o presidente, não perguntou.
O
icônico “clube” foi quem inventou o conceito do all inclusive, aquela ideia de
que você paga pela hospedagem e todas as refeições estão incluídas. E foi quem
inventou também a ideia de ter sempre uma série de atividades para fazer
enquanto você passa a semana com eles. Em outras palavras, tratamento VIP,
completo, apenas com a preocupação em aproveitar e se divertir. Show! Não faz
muito tempo assisti um documentário (francês) que contava a trajetória da
criação e da ousadia da época; foi uma mudança significativa no mercado e agora,
apesar de algumas turbulências, ainda continuam a ser uma referência no
mercado.
Sempre
tive vontade de ir a um Club Med, mas não para esquiar, não é muito “minha montanha”
(eu ia dizer, “minha praia”...), mas para desfrutar de uma semana de qualidade
de atendimento, de atividades e de gastronomia. Nunca fui, mas ainda não
desisti de meu projeto pessoal.
Quem
sabe, com o Club Med perto de casa poderei realizar esta vontade. Pena que não será
aqui no nosso RN.
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