Poderíamos ter um outro calendário eleitoral, com mais 1º
turno e menos 2º turno. Explicando, melhor.
Nossa campanha eleitoral para o 1º turno é muito curta,
pelo menos oficialmente falando e é por isto que muitas vezes temos as famosas
acusações de campanha antecipada; já comentei aqui sobre o assunto.
Passada data inicial, são quase 30 dias para o desfecho
final com o 2º turno. Tempos desproporcionais. E injustos quando pensamos do
ponto de vista do cidadão, do eleitor.
Temos um bom tempo para chegar no primeiro domingo de
outubro e escolher o candidato que irá, eventualmente, para a votação no último
domingo do mês, o famoso 2º turno. É muito desproporcional, pois no final a
opção fica apenas entre 2 candidatos, ou seja, muitas vezes teremos uma mera
repetição do que já foi dito, acrescentado de poucos debates sobre as propostas
de governo e muita discussão sobre apoios políticos e outros assuntos menos
semelhantes com as ideias de como melhor o Brasil.
O tempo de reflexão do eleitor deveria ser maior no 1º turno.
Assim, ele terá a plena convicção de quem escolherá entre várias opções, uma bem
maior liberdade de expressão da vontade popular. O poder de comparação é maior.
É esta liberdade de escolha, mais ampla, que deve ter
mais atenção do eleitor. Depois, se a maioria não decidiu democraticamente quem
seria o “vencedor”, quase outros 30 dias de campanha passam a ser muito tempo.
Quinze dias, no máximo, seriam suficientes. Para os candidatos seria também
bom, pois menos custo na campanha; para os doadores, também!
O “mais 1º turno” é mais tempo de decisão. O “menos 2º turno”
é menos tempo de campanha. 15 dias, é uma opinião.
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