domingo, 11 de fevereiro de 2024

Opinião. Sobriedade energética

 

Os desafios da produção de energia em todo o mundo apenas confirmam, primeiramente, que o crescimento socioeconômico passa pela oferta de energia para todos e, em seguida, que aqueles velhos mapas que mostravam países com maior índice de consumo de energia eram aqueles de maior PIB refletia bem a realidade: não há desenvolvimento sem (alto) consumo de energia.

 

Podemos até dissociar o fato de que produzir muita energia não significa, necessariamente, maior desenvolvimento (como é o caso de alguns países da Opep) assim como não produzir quase nada não significa, necessariamente, baixo desenvolvimento (exemplos da Holanda ou Luxemburgo).

 

O fato é que o mundo todo, que todo mundo, precisa de energia. Nestes tempos atuais o dilema tem sido como produzir mais energia com uma variável que não fazia parte de nenhum roteiro: energia limpa, principalmente em tempos de ideias de descarbonização. Muitos países podem aumentar facilmente sua produção de energia, independentemente de recursos naturais por perto. Chama-se energia nuclear. Mas, já vimos que o mundo não está disposto a seguir por esta trilha.

 

O Brasil, com suas condições territoriais – tamanho, mesmo – e outras condições geográficas pode fazer a diferença, duplamente: produzir energia para seu consumo e exportar energia para ganhar muito dinheiro. No nosso caso, energias renováveis mas com foco em eólicas e fotovoltaicas.

 

O RN é um destes exemplos de como este negócio é bilionário, ou mais ainda. Há menos de 2 décadas nem estávamos no prognóstico de grande produção eólica, e a fotovoltaica era um sonho distante. Há menos de 2 décadas qualquer prognóstico de que haveria muito dinheiro investido no RN em energia seria chamado de ousadia ou duvidoso, ou até mesmo outro conceito.

 

Não houve bilhões em valores aplicados com os investimentos no RN. É que o custo maior são os equipamentos e nós, inclusive no Brasil, não temos capacidade produtiva, somos importadores de geradores e placas solares. Mas, movimentou bem a economia do RN.

 

Estamos em uma nova fase até alcançar a produção em larga escala, em todo o mundo. Em tempos de crise internacional de energia, a sobriedade energética é um conceito que se expandiu mundo afora. Mas, não praticamos com a intensidade desejada. Os nossos grandes (e médios) consumidores de energia deveriam adotar tal sobriedade energética. Pode mudar, novamente, o nosso cenário. É uma opinião.

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