Os desafios da produção de energia em todo o mundo apenas confirmam,
primeiramente, que o crescimento socioeconômico passa pela oferta de energia para
todos e, em seguida, que aqueles velhos mapas que mostravam países com maior
índice de consumo de energia eram aqueles de maior PIB refletia bem a realidade:
não há desenvolvimento sem (alto) consumo de energia.
Podemos até dissociar o fato de que produzir muita energia não
significa, necessariamente, maior desenvolvimento (como é o caso de alguns
países da Opep) assim como não produzir quase nada não significa, necessariamente,
baixo desenvolvimento (exemplos da Holanda ou Luxemburgo).
O fato é que o mundo todo, que todo mundo, precisa de energia. Nestes
tempos atuais o dilema tem sido como produzir mais energia com uma variável que
não fazia parte de nenhum roteiro: energia limpa, principalmente em tempos de
ideias de descarbonização. Muitos países podem aumentar facilmente sua produção
de energia, independentemente de recursos naturais por perto. Chama-se energia
nuclear. Mas, já vimos que o mundo não está disposto a seguir por esta trilha.
O Brasil, com suas condições territoriais – tamanho, mesmo – e outras condições
geográficas pode fazer a diferença, duplamente: produzir energia para seu
consumo e exportar energia para ganhar muito dinheiro. No nosso caso, energias
renováveis mas com foco em eólicas e fotovoltaicas.
O RN é um destes exemplos de como este negócio é bilionário, ou mais
ainda. Há menos de 2 décadas nem estávamos no prognóstico de grande produção eólica,
e a fotovoltaica era um sonho distante. Há menos de 2 décadas qualquer prognóstico
de que haveria muito dinheiro investido no RN em energia seria chamado de
ousadia ou duvidoso, ou até mesmo outro conceito.
Não houve bilhões em valores aplicados com os investimentos no RN. É que
o custo maior são os equipamentos e nós, inclusive no Brasil, não temos
capacidade produtiva, somos importadores de geradores e placas solares. Mas,
movimentou bem a economia do RN.
Estamos em uma nova fase até alcançar a produção em larga escala, em
todo o mundo. Em tempos de crise internacional de energia, a sobriedade energética
é um conceito que se expandiu mundo afora. Mas, não praticamos com a
intensidade desejada. Os nossos grandes (e médios) consumidores de energia
deveriam adotar tal sobriedade energética. Pode mudar, novamente, o nosso cenário.
É uma opinião.
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