Os insondáveis caminhos do pop levaram a canadense Alanis Morissette ao ponto certo no terceiro disco, Jagged Little Pill, lançado há 25 anos, pela Maverick, gravadora de Madonna. Um álbum que expressava urgência e ansiedade de início da idade adulta (Alanis estava com 21 anos). Jovens do mundo inteiro identificaram-se com as canções. Apesar do imenso sucesso, Jagged Little Pill acabou sendo o fim de uma era. A dos álbuns multiplatinados, numa época em que para se ganhar um Disco de Platina, nos EUA, precisava-se vender 1 milhão de cópias. Jagged Little Pill vendeu 33 milhões planeta afora. Foi o último grande feito da indústria fonográfica.
25 anos mais tarde, oito discos depois (contando só com os de estúdio), e também oito anos sem lançar álbum de inéditas, Alanis Morissette retorna com Such Pretty Forks in the Road (lançado por dois selos, Epiphany e Thirty Tigers), que chega nesta sexta-feira às plataformas digitais, amplamente elogiado, considerado tão bom ou melhor do que o "monstro" Jagged Little Pill. Resta saber se os fãs que compraram o disco de 1995 continuam fiéis à cantora.
Embora surjam aqui e ali influências de nomes mais recentes, feito o Radiohead, em Smiling, a faixa de abertura, o som de Alanis Morissette é criado basicamente por piano, guitarra, e bateria. Aqui e ali cordas, lembra o rock da Califórnia de meados dos anos 70. Diferentemente dos dois primeiros álbuns da cantora, ainda no Canadá (hoje tem também cidadania americana), leves pop e dançáveis, desde Jagged Little Pill Alanis quer se expressar, extravasar na música seus sentimentos, sem pejo de se mostrar fraca: "esta foi minha primeira levantada de bandeira branca/este é o som de mim caindo no fundo do poço/é minha rendição/se é assim que vocês acham assim/na anatomia do meu baque/eu continuo sorrindo/indo em frente/não posso ficar imóvel", canta em Smiling.
[Fonte: Jornal do Commercio]
Nenhum comentário:
Postar um comentário